terça-feira, 14 de setembro de 2010

"You can go anywhere"

Como eu sempre procurei frisar neste blog desde que comecei a escrever, minha intenção é mostrar as coisas que ficam esquecidas ou que, por algum motivo, passam (ou passaram) despercebidas e/ou não tiveram o devido reconhecimento. E, desde então tenho trazido vários discos (de cabeceira ou não) que eu acho indispensáveis no conhecimento musical de cada um.

E, aproveitando que eles estão de passagem marcada pra nosso país de novo (se não me engano pela 3a vez) vou postar aqui o disco que fez com que meus horizontes musicais ficassem mexidos, devida a tamanha importância que este disco tem em minha vida. Estou falando de um disco de 1993 de uma banda que começou em 1978 na Irlanda e que, ao decorrer de sua carreira, foi marcada por muitas baladas e músicas de protesto. E por que ela é simplismente uma das bandas mais influentes dos anos 80. E por ser uma banda vanguardista, sempre além de seu tempo. E por que este disco é um divisor de águas no "roquenrou". Estou falando de U2 e seu disco ZOOROPA.

Confesso que eu não era fã do U2. Conhecia algumas músicas, mas nunca me interessei de verdade pelo seu trabalho. Mas eu me lembro muito bem das minhas noites de sexta e sábado assistindo a BAND que, na época, era uma emissora muito legal, passavam vários shows na madruga e que tenho a certeza de que muitas pessoas que acompanham o blog também assistiam.



Pois bem, um belo dia estava assisindo e, de repente, a emissora passa o show ZOO TV. Eu fiquei impressionado com aquele colorido todo, com aquele telão psicodélico. E era a turnê deste disco. Somado a isso, naquela época a MTV estava começando e, quem tinha uma antena parabólica podia se considerar uma pessoa sortuda, pois a MTV passava em canais abertos. Astrid, Gastão, Thunderbird, Cuca, Edgar, Zeca Camargo entre tantos outros (saudosismo) faziam a alegria. E, somado a isso, vários clips muito legais. E a U2 era a sorteada da época, pois o clip Stay (Faraway, So Close!) e Numb tocavam e tocavam muito. Mas tinham outros programas de clips que passavam na própria BAND e na extinta MANCHETE.

E foi assim que eu acabei me interessando mais pela U2. O disco de 1993 é um disco muito surreal, espacial, tem uma sonoridade incrível, é HIGH TECH, SCI-FI. Eu acho que é o disco mais desafiador da carreira da banda, devida a tamanha importância que ele tem no meio musical. Como disse, foi um divisor de águas. Inicialmente era pra ser um EP, mas tornou-se um álbum completo com 10 músicas gravados em 6 semanas.

O disco abre com a ZOOROPA, que é muito soturna. A intro de piano e guitarra aliados a samplers e loops captam bem a atmosfera que a banda quis dar a esse disco. Na sequência BABYFACE, uma canção de amor. NUMB, que é cantada por THE EDGE e tem o clip mais louco que eu já vi da banda, deixa a atmosfera meio "blasé". Na sequência, LEMON, que a banda fala sobre como o homem, ao alterar a sua vida com o avanço tecnológico, esquece as coisas mais simples que almeja. STAY (FARWAY, SO CLOSE!) é a música que acompanhou muitas e muitas e muitas vezes minha vida. É a música que eu esperei e esperei eles tocarem em 2006 e que espero que eles toquem na sua próxima vinda. A música foi tema do filme"Tão longe, tão perto".

DADDY'S GONNA PAY FOR YOUR CRASHED CAR fala sobre não conseguir se livrar dos cuidados paternos. E as seguintes SOME DAYS ARE BETTER THAN OTHERS (que poderia muito bem ser uma música dos Beatles), THE FIRST TIME (outra baladassa), DIRTY DAY e THE WANDERER fazem a trilha sonora pra quem quer ir mais longe e viajar. Aliás, eu citei os Beatles antes e digo o mais. Esse é um trabalho digno de ser apreciado por qualquer fã dos BEATLES, tamanha é a coincidência nas faixas. As influências ficam explícitas faixa a faixa. (Vai ver é por isso que eu gosto mais deste disco do que dos outros, rsrs)

A produção do disco fica por conta de BRIAN ENO (ROXY MUSIC) que tem muito bom gosto e, assim como a banda, é vanguardista e soube se utilizar dos recursos e fez um excelente trabalho.

Bem, eu não sei se foi sorte ou azar, apenas sei que ZOOROPA é indispensável, eu sempre tenho ele a minha mão e ele satisfaz com folga a minha vontade de ouvir U2. Espero que você (assim como eu) tenha a curiosidade e faça parte dos que gostam de ouvir música de qualidade.

Ps.: Ouça no volume máximo nos headphones a música SOME DAYS ARE BETTER THAN OTHERS enquanto lê esta matéria.

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sábado, 21 de agosto de 2010

The Final Frontier..

E eis que em 2010 o IRON MAIDEN lança um disco novo, acompanhado de turnê, novidades no site, jogos entre taaaaaaaaaaaaantas outras coisas que só DUAS bandas no mundo inteiro conseguem. O próprio IRON e KISS. Cara, vou te contar. Pra ser fã de uma dessas duas bandas das duas uma. Ou você JÁ é um milionário, ou vai tentando a sorte na mega sena porque vou te contar. O pessoal que gosta de ficar inventando moda hein? É xícara, copo, toalha de banho, até caixão tem, hahaha.. Enfim.

Por falar em IRON MAIDEN, eles não param nunca. Até agora. Acabaram de lançar seu mais novo petardo que leva o nome THE FINAL FRONTIER. Será este a "Fronteira Final" da banda? Será este disco um recado aos fãs de que a banda poderia estar no fim? Eu acho que não. Acho que o IRON ainda tem muito a dar. Mas posso estar enganado. Bem, vamos nos ater ao disco.



A primeira ouvida no play (particularmete) eu, achei o disco mais ou menos. É muito parecido com o NO PRAYER FOR THE DYING que eu acho um disco médio. Pra falar bem a verdade, eu achei THE FINAL FRONTIER um pouco sem sal, mediano. Mas como eu disse, eu ouvi o disco uma vez só, posso estar enganado né? Outra coisa que não gostei, foi a arte do disco. Sem Derek Riggs, Eddie não é Eddie. Tudo bem, Melvyn Grant pode ser um bom designer, criou um Eddie alienígena, mas.... Veja, se vc acessar o site (clica aí) eles fizeram algo parecendo com as histórias em quadrinhos dos anos 70/80, tudo meio vintage que, pra falar a verdade, tá bem ON hoje novamente.

Eu sou fã do IRON, tenho três discografias deles. Uma em vinil e duas em cd. Mas eu (particularmente eu) a primeira instância achei um disco meia boca. Maaaaaaaaass, como eu gosto de queimar a minha língua, posso estar redondamente enganado. E você aí que acompanha o AUMENTA, vai poder tirar as suas próprias conclusões agora mesmo. Clica aí e confere por sí próprio!

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terça-feira, 17 de agosto de 2010

No, No, No...

Terminando a trilogia de bandas, vou postar a que eu mais curti até então, pelos riffs inigualáveis do mestre RITCHIE BLACKMORE: DEEP PURPLE! A tríade máxima dos anos 70. Led, Sabbath e Purple. As 3 bandas mais influentes da década. 3 estilos diferentes, mas 3 porradas sonoras no ouvido de qualquer amante do Rock N' Roll!

O que falar sobre a Deep Purple? Bem, levando-se em consideração a genialidade de Ritchie Blackmore, a musicalidade de Jon Lord, a cozinha maravilhosa de Roger Glover e Ian Paice, somados ao grande frontman Ian Gillan (que influenciou nada mais nada menos que Bruce Dickinson), eu temo a falar que é a banda mais pesada dos anos 70 (na minha modesta opinião).

Mas como o intuito deste blog é resgatar pérolas esquecidas, vou falar de uma porrada, um discão que foi lançado em 1970. Estou falando de IN ROCK. Após 4 discos "meia-boca", o Purple acertou a mão ao abrir mão da receita "mela cueca" e partir pro peso. Um disco cru, sem meias palavras, com uma sonoridade incrível.

Pra mim, este é o disco de estréia. Estréia do Deep Purple. Ian Gillan e Roger Glover já haviam gravado CONCERT FOR GROUP AND ORCHESTRA, mas IN ROCK é simplismente demais. SPEED KING, BLOOD SUCKER, CHILD IN TIME são as 3 primeiras que abrem o disco. Child in Time tem "só" 10 minutos. Sem contar INTO THE FIRE, LIVING WRECK. Só porrada. E nesse disco o Purple lançaria como single um de seus maiores sucessos: BLACK NIGHT. Até Fireball Roger Glover usaria os baixos FENDER JAZZ BASS, substituindo pelo famoso RICKENBACKER no disco MACHINE HEAD, mas isso já é história pra outro post. Divirta-se. Ah, e se quiser ver um pouco mais de Deep Purple, acesse aqui ó: Deep Purple!

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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sabbra Cadabra...

Outro disco que atualmente não tem saído de meu play e que resgatei a pouco é SABBATH BLOODY SABBATH, lançado em 1973 pela Black Sabbath. A Black Sabbath, junto com a Led Zeppelin e com o Deep Purple, forma a tríade máxima do rock n' roll dos anos 70. Três estilos diferentes, mas três das mais influentes bandas da época.

O diferencial do Sabbath era justamente correr ao lado inverso. Eles descobriram que ser 'do mal' podia render bons frutos. E foi justamente isso que eles fizeram. Começaram a falar de coisas que ninguém falava, do mal, bruxaria entre outras coisas. E essa fórmula deu muito certo. Em 73 os já conhecidos garotos do subúrbio eram famosos e podiam apelar pra o que eles quisessem. Então, em 1973 veio SABBATH BLOODY SABBATH, um dos discos mais pesados da banda e também mais psicodélicos (escute a faixa Who Are You).

Bem, desde o começo deste blog eu sempre primei pelas coisas que andam esquecidas, ou que ninguém nunca deu valor. Veja, este disco é uma obra prima, é o auge da banda. Ozzy cantando como nunca, Toni e seus dedos escalpelados tocando como nunca, além da cozinha fantástica (Geezer e Bill). Esse disco é para ser apreciado no volume máximo. Espero que você goste e faça parte deste clube.

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

1982...

Muitas pessoas que eu conheço são fãs de uma boa música, de uma boa conversa. E muitos de meus amigos curtem um bom e velho rock n' roll. E olha que hoje em dia, o bom é curtir o velho. Até porque são quase uma minoria de bandas boas que surgem por aí. Quase nada. Por isso, cult é curtir as coisas antigas. Mas aí, a galera também pega pesado né? Tem pessoas que falam de Beatles (por exemplo) sem nenhum conhecimento de causa. Ou porque eles NUNCA saem da mídia. E ainda, porque a pouco tempo foi lançado o Rock Band deles. Não só deles, mas de um sem número de bandas. Isso até tem o seu lado positivo, leva as pessoas a conhecer um pouco mais e tal, mas aí, generalizar e dizer que curte Beatles e "Restart"? NO WAY.

Bem, tirando este parágrafo, eu falei que o legal é curtir o antigo. E eu tenho resgatado um sem número de discos que não ouvia a um zilhão de anos e tenho começado a curtir novamente. E é assim com este que vou postar. Pois bem. Em 197 0 uma (senão) a maior banda da época foi a LED ZEPPELIN. É inegável o talento dos caras e toda a contribuição para a música que eles deixaram. Foi a primeira banda de arena, aquela que saia dos clubes e ia para estádios, levando a loucura multidões (Como eu queria ser jovem nos anos 70...). E seu legado de discos é sucesso atrás de sucesso, hit atrás de hit. Mas, como toda banda eles também tiveram altos e baixos. E um discaço que quase ninguém cita foi o último trabalho de estúdio da banda: CODA.


Esse disco foi lançado já em 1982 e tem muita coisa boa. O disco abre com a pesadaça We're Gonna Groove, um riff que fica marcado na cabeça. Poor Tom tem uma levada de batera inconfundível, I Can't Quit You Baby é a marca registrada dos Zeppelins, um blues chorado. Entre tantas outras que esse discão nos remete. Tem até uma música do John Bonham, Bonzo's Montreaux. O disco é uma obra prima, sonzeira pra ouvidos que entendem de música.

Eu recomendo ouvir no volume máximo ou até em vinil, por que é sonzeira do início ao fim. É o último trabalho da Zeppelin, pois logo John Bonham viria a morrer e a banda acabar. Em 2007 fizeram um show para comemorar os 25 anos da separação. E até hoje a gente espera que eles façam uma turnê para comemorar. E ficamos na torcida (e muito) para que eles venham para o Brasil. Nos resta esperar.

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

2010!

Tenho andado meio afastado por conta de vários compromissos de trabalho. Mas neste feriado tomei um tempo e me propus a atualizar meu blog que andava meio às escuras. E olha que boa vontade não me falta. Bem, para começar acho que eu ouvi o melhor disco do ano até agora e que foi lançado recentemente. SLASH - 2010.

Falar sobre o cara é qualquer coisa. O cara foi considerado (e ainda é) um dos guitarristas mais influentes de toda a história do rock. Já tocou na mega banda GUNS N' ROSES, talvez a última grande banda do rock mundial. Já tocou e gravou com artistas consagrados (Bob Dylan, David Bowie, Michael Jackson, Rod Stewart, Lenny Kravitz, só pra citar alguns), montou outra super banda (Velvet Revolver) e lançou grandes discos como artista solo. Esse ano ele se superou.

Com uma bagagem dessas também pudera né? Mas eu admiro o trabalho dele, sempre achei ele um cara fantástico, além de um músico muito talentoso, acima da média. O que mais ele poderia querer? Eu sei. Reunir os amigos, várias figuras importantes do mundo da música e lançar um disco solo, intitulado 2010 ou R&FNR (ROCK AND FUCKIN' ROLL!) É parceiro, pra lembrar à que ELE veio ao mundo.


Bem, o cd conta com muitas participações: Ian Astbury do The Cult, Ozzy Osbourne, Fergie (Black Eyed Peas), Chris Cornell (Soundgarde, Solo), Andrew Stockdale (Wolfmother), Adam Levine (Maroon 5), Lemmy (Motorhead), Dave Grohl (Foo Fighters), Duff McKagan (Seu velho conhecido e companheiro de longa data e de Velvet Revolver), Iggy Pop entre outros desconhecidos, mas nem tanto.

O disco tem um que a mais sabe? Sabe aquele disco que você ouve sem parar inúmeras vezes? Então amigo, estou falando do novo do SLASH. Enquanto ele não volta com sua VELVET REVOLVER (aqui vou abrir um parênteses. Ele chamou um cara, o MYLES KENNEDY e gravou duas músicas com ele nesse disco, uma das melhores "BACK FROM CALI" e tem feito muitas apresentações com ele ao vivo por aí, Mtv, shows. Será ele o novo frontman do Velvet Revolver?) ele tem feito bons trabalhos por aí. Vale muito a pena curtir se você é fã do bom e velho "roquenrou". Méritos pro Slash.

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Texas Flood!

Certo dia eu estava assistindo um episódio de LAS VEGAS onde, por um instante eu fiquei mais concentrado. Como de costume acontece dentro do Montecito (o Cassino), várias festas temáticas com muitas bandas legais e, por vezes, desconhecidas. Eis que me deparei com a LOS LONELY BOYS.

Eu até já tinha ouvido falar deles, mas nunca tinha parado pra ouvir ou pra me interessar um pouco mais. Mas depois de ouvir a pegada do guitarrista e a cozinha fantástica desse power-trio de irmãos, fiquei impressionado.

O timbre da guitarra é simplismente demais. Lembra muito o Santana e tem muito a ver com Steve Ray Vaughan, Jimi Hendrix e John Mayer. É simplismente muito bom. E o baixo e a bateria não deixam por menos, nem as linhas de vocais que, por hora, misturam o Castelhano com o Inglês e fica muito bonito.

Esse disco Heaven, acho que é o mais conhecido deles. Vários vídeos podem ser encontrados no You Tube também. Acho que vale muito pena compartilhar com vocês.

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