sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O noite em que Roger Waters sentiu-se Cornélio


Texto originalmente publicado por Fábio Brod em seu facebook.

O dia 21 de Julho de 1990 foi especial na carreira de Roger Waters. Nesse dia, sua ópera-rock "The Wall" foi transmitida ao vivo de Berlin com a participação de inúmeros convidados. Scorpions, Bryan Adams, Joni Mitchel, Van Morrison entre outros. Entre esses outros estavam alguns caras (infelizmente) subestimados. Levon Helm, Rick Danko e Garth Hudson. Os grandes. A banda. THE Band.

Waters, sábio conhecedor, convida-os para fazer parte da celebração. Garth toca o solo de saxofone de "Another Brick in the Wall Pt. 1" e acordeon em "Mother". Levon e Rick fazem o coro do refrão em Mother, backing vocals para Sinnead O'Connor, a víbora da história.


Durante a gravação e transmissão dos show, houve inúmeros problemas técnicos, entre eles várias quedas de energia. Uma dessas quedas aconteceu durante a execução de Mother. A versão que foi transmitida e que está no DVD do show é uma gravação do ensaio da noite anterior. Por isso vemos Roger ajudando A Banda com a letra. Por isso, vemos Levon mascando chiclete.

Segundo Waters, ao final do show, ele pediu a todos para regravarem Mother para uma versão "oficial" em vídeo e todos concordaram. Todos menos Sinnead O'Connor.

Então, não temos uma versão definitiva da participação dA Banda na versão em vídeo do show "The Wall Live in Berlin". O que vemos é apenas o ensaio da noite anterior (que, para nossa sorte, foi gravado). Mesmo assim, A Banda, Grande como só Ela, rouba a cena: Garth e seu acordeon mágico, Rick em seu terno branco e Levon em seus jeans e boné de beisebol estão ótimos. A alegria de Waters, ao final do último estribilho, é visível. Assim como a nossa.

Na noite de 21 de julho de 1990, após receber o não de Sinnead O'Connor (e afinal, quem diabos é essa Sinnead O'Connor??), deve ter se sentido exatamente como Cornélio e proclamado: DIABA!!

Mas tudo bem, A Banda, como sempre, salvou a noite.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Aumenta apresenta: Bird and Cage


E ainda dizem que o rock morreu. Discordo disso, acho que ele vem se reinventando todos os dias. Algumas vezes acontecem alguns deslizes, mas na maioria das vezes o que vemos é um sem número de bandas que surgem no underground mas que, por falta daquele empurrãozinho, não conseguem o devido respeito.

E aqui no sudoeste do Paraná, já falamos sobre muitas bandas. É impressionante a qualidade musical da galera que se dedica diariamente a manter acesa a chama do Rock. E não é diferente com a Bird and Cage, formada em no final de 2013. No começo eles eram um dueto, no melhor estilo The Black Keys mas, ao passar dos meses e testando alguns elementos, chegaram a formação atual que acaba de lançar seu primeiro EP, intitulado "Learn To Fly". 

O EP foi gravado todo na cidade natal dos meninos (Francisco Beltrão/PR, a saber), que "faz alusão ao começo da banda como se fosse um pássaro aprendendo a voar e descobrindo como é o mundo", conforme comenta Samoel Pitz, vocalista e guitarrista da banda. E não para por aí. Para os próximos meses a banda pretende lançar mais dois EP's, que ainda não estão intitulados, mas trarão um som diferente, cada um com sua peculiaridade particular.


Impossível não notar a sonoridade da banda com um pé no grunge. Impossível não comparar os caras com a banda Screaming Trees. O disco tem bons riffs, uma guitarra suja mas gostosa de ouvir e uma cozinha (baixo e bateria) bem afinados.

A primeira música que eu ouvi foi "City Lights"e que, além da Screaming Trees, é inegável a influência do Spin Doctors (ouça Two Princes). "Blood Burns" parece ter sido feita para um disco do Pearl Jam. E "Give Me To The Road", os caras devem ter se inspirado na Mad Season (que aliás contava com integrantes do Pearl Jam e do Screaming Trees, interessante não?)

Enfim, um disco coeso que mostra as inspirações e que você pode ouvir no repeat por horas e que você pode fazer clicando logo abaixo no link. Sonzeira de primeira.


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Noel Gallagher libera "Do The Damage" lado B do single "In The Heat Of The Moment"


Em meados do mês de outubro Noel Gallagher lançou o primeiro single de seu novo disco "Chasing Yesterday" chamado "In The Heat Of The Moment", que será lançado em março de 2015.

Você já ouviu aqui mesmo no blog a faixa single. Agora o músico liberou o lado "B" do single, a canção chamada "Do The Damage". "Do The Damage pode ser a melhor música que eu já escrevi em 23 anos. Ela vai ser a faixa de abertura do álbum", conta Noel.

Ouça abaixo e conte pra gente o que achou.


terça-feira, 11 de novembro de 2014

A primeira turnê do Black Sabbath com Ronnie James Dio nos vocais


A história completa envolvendo todos os personagens da 1ª turnê do Black Sabbath com Ronnie James Dio. (via Raul Ramone do Move That Jukebox).

Em abril de 1979, Ozzy Osbourne foi demitido do Black Sabbath. O desgaste entre Ozzy e os demais integrantes da banda havia começado pelo menos 2 anos antes. Tony Iommi explica os motivos da separação com detalhes no livro Iron Man: My Journey Through Heaven And Hell With Black Sabbath (leia um trecho abaixo):

"Estávamos juntos fazia uma década, mas chegou a um ponto onde não conseguíamos mais  nos relacionar uns com os outros. Havia tanta droga rolando, cocaína, Quaaludes, Mandrax, e havia bebida e longas noites e mulheres e tudo mais. E daí você fica mais paranóico e pensa, eles me odeiam. Nunca brigamos, mas é difícil se comunicar com as pessoas, se relacionar e resolver coisas quando todo mundo está louco".

O desgaste entre Ozzy e os demais integrantes da banda havia começado pelo menos 2 anos antes. Em 1977 o vocalista chegou a ser afastado do grupo e substituído por Dave Walker (Fleetwood Mac, Savoy Brown), mas essa formação não durou muito (Iommi reconheceu que o estilo de Walker não tinha muito a ver com o Black Sabbath e convidou Ozzy de volta).


Abaixo, uma versão de "Junior's Eyes" gravada ao vivo no programa Look! Hear! (BBC) em 1978, com Dave Walker nos vocais. No mesmo ano, a faixa seria lançada no álbum Never Say Die! (já com Ozzy de volta à banda).


Tony Iommi e Ronnie James Dio se conheceram em 1979 no Rainbow Bar and Grill, em Los Angeles, justamente quando o cantor procurava se reafirmar na cena através de algum novo projeto.

Entretanto, a sugestão para que Dio assumisse o posto de vocalista do Black Sabbath partiu de Sharon Arden, filha de Don Arden, empresário da banda na época (alguns anos mais tarde, Sharon se casaria com Ozzy e assumiria a gestão da carreira solo do Madman).

Dio era conhecido por ter integrado as bandas Elf e, principalmente o Rainbow (projeto pós-Deep Purple do guitarrista Ritchie Blackmore).


Apesar da insistência de Don Arden para que o grupo readmitisse Ozzy, Ronnie James Dio seria oficialmente contratado em junho de 1979. Cinco meses depois, Geezer Butler deixa a banda para resolver assuntos familiares. Craig Gruber (ex-companheiro de Dio no ELF) então é convocado para ser o novo baixista, mas logo seria substituído pelo lendário Geoff Nicholls (World Of Ozz, Quartz).

"Geezer Butler retornou para comandar as quatro cordas do baixo no lugar de Geoff Nicholls, que passou a tocar teclado. Entre os baixistas, há uma grande admiração ao Geezer pela criação das linhas de baixo do álbum Heaven And Hell, que são geniais. Mas o que quase ninguém sabe, é que foi Geoff Nicholls quem criou as linhas de baixo do álbum, quando ainda atuava como o homem das quatro cordas. A única exceção é a música "Neon Knights", que pode ser creditada seguramente a Geezer". - trecho do artigo "O membro obscuro do Sabbath".


Reza a lenda que, além de Craig e Nicholl, Dio também teria feito algumas demos como baixista e vocalista do novo LP do Black Sabbath (como acontecia nos tempos de ELF).


Em meio a tantas incertezas envolvendo a nova formação, no dia 25 de abril de 1980 Iommi, Butler, Dio e Ward lançam Heaven and Hell, nono álbum de estúdio do Black Sabbath.



Quatro dias depois, o quarteto dá o pontapé inicial da turnê de divulgação do disco, dividindo o palco com bandas como Angelwitch, Samson, Riot entre outras.


Apesar das críticas positivas, o álbum não ia tão bem nas paradas de sucesso. O chamado New Wave Of British Heavy Metal começava a ganhar destaque na mídia, embalado por bandas como Iron Maiden e Saxon. Ao longo da turnê, várias apresentações foram desmarcadas por baixa vendagem de ingressos.

No mês de julho, Sandy Pearlman (que trabalhou como empresário do Black Sabbath entre 1979 e 1983), teve a ideia de unir a rota estadunidense da Heaven and Hell Tour com o Blue Öyster Cult. Alpem de ser o mais popular grupo de rock dos EUA naquele momento, o BÖC também era empresariado por Pearlman. Tinha tudo para dar certo, mas não foi o que aconteceu.


"O problema é que compartilhávamos do mesmo empresário. Ele era de Nova Iorque e começou o Blue Öyster Cult, ou seja, esteve lá desde o início. O que nos deixou furiosos foi que ele favorecia muito mais eles de que a gente. O BÖC tinha tudo a sua disposição e o Sabbath não tinha nada. Isso envolvia efeitos pirotécnicos até muitas outras coisas, então foi aí que os problemas começaram". - Ronnie James Dio.

Para piorar, Bill Ward enfrentava problemas pessoaia (como a morte dos pais, o peso da demissão de Ozzy Osbourne) e não conseguia livrar-se do alcoolismo. Acabou sendo demitido no meio da excursão. Em seu lugar entra Vinny Appice.


A partir daí, uma série de contratempos passa a fazer parte da chamada Black & Blue Tour. Logo na estreia do novo baterista, houve um princípio de incêndio no palco durante o show do Sabbath, rapidamente controlado pelos bombeiros. Em Milwaukee, os organizadores não tiveram a mesma sorte ao lidar com a revolta do público.

"Tenho certeza que você se lembra que, em 1980, houve um tumulto em Milwaukee (Wisconsin) no show do Black Sabbath durante a era Dio (na ocasião, Geezer levou uma garrafada na cabeça e a teve que se retirar depois de tocar apenas duas músicas). Aquele incidente afetou a decisão do Sabbath de tocar em Milwaukee?

GB: Não, aquilo não afetou nossa decisão de tocar em Milwaukee nem um pouco. Bem, em algum lugar sempre pode haver alguns idiotas, certo?

Você se lembra de detalhes do incidente?

GB: Na verdade, tudo foi um grande mal-entendido. Primeiramente as luzes se apagaram, então, a menos que o cara fosse um incrível lançador, não sei como ele poderia ter me atingido de propósito. Mas eu apaguei e a banda teve trabalho para me tirar do palco e levar para um hospital. Quando as luzes se acenderam, a banda não estava mais no palco. E aí, é claro, a platéia ficou furiosa. Alguém poderia ter ido lá e explicado - o promotor, ou qualquer outra pessoa. O problema era que a banda estava preocupada em me levar pra um hospital, entende? Então a multidão ficou furiosa porque, de repente, não havia banda nenhuma no palco e depois as coisas só pioraram". - Geezer Butler em entrevista à revista Maximum Ink, 2007.


As mais de dez mil pessoas presentes não gostaram da decisão da banda e acabaram destruindo o lugar, o que fez com que o Black Sabbath e o Blue Öyster Cult ficassem dez anos afastados da região. Abaixo um corajoso registro feito durante o quebra-quebra.


Em Nova Iorque, uma das apresentações no Nassau Coliseum acabou gerando o vídeo Black & Blue, lançado em VHS no ano seguinte (uma nova edição chegou a ser anunciada, mas nunca saiu do papel).


Em fevereiro de 1981 chegava ao fim a primeira turnê mundial do Black Sabbath com Ronnie James Dio nos vocais. Imediatamente, a banda entra em estúdio para gravar o sucessor de Heaven and Hell (com Iommi, Butler, Dio e Vinny Appice). Mob Rules seria lançado no dia 4 de novembro, e sua turnê de divulgação rende o  LP Live Evil. Pouco tempo depois, Dio deixa a banda, retornando em 1992 (Dehumanizer) e em 2006 (esta última, sob o nome Heaven and Hell), falecendo em 2010.


O Black Sabbath, sempre liderado por Tony Iommi, seguiria alternando entre grandes vocalistas como Ian Gillan, Dave Donato, Glenn Hughes, Ray Gillen e Tony Martin (responsável por um dos períodos mais produtivos da banda, lançando os álbuns The Eternal Idol [1987], Headless Cross [1989], Tyr [1990], Cross Purposes [1994] e Forbiden [1995], além dos retornos de Ozzy Osbourne, claro.

O final desta história ainda está sendo escrito.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Ouça "Allons-Y (1)", a nova do Pink Floyd


O Pink Floyd liberou mais uma música que fará parte de seu novo disco, "The Endless River". O pequeno pedaço instrumental dá aos fãs um gostinho da atmosfera em torno do que parece ser o final da banda. "Allons-Y (1)" é apenas uma prévia, mas na verdade parece ser uma representação do que "The Endless River" nos reserva.

Você pode ouvir ela logo abaixo.


Aumenta apresenta: Luiz Lopez


O nome pode ser desconhecido de alguns, mas você com certeza já viu Luiz Lopez tocando, sabe por quê? Porque Luiz Lopez é guitarrista do tremendão Erasmo Carlos. Parece pouco mas não é. Afinal, tocar ao lado de uma lenda viva do rock brasuca deve ser uma honra (e uma diversão) "tremenda" (sacou o trocadilho?)

Mas não pára por aí. Ele está na estrada há tempos e já lançou vários trabalhos, seja ao lado de sua ex-banda, a Filhos de Judith, ou com participações em álbuns de outros artistas, incluindo Erasmo. Agora, assimilando o que a estrada melhor lhe proporcionou, ele começa a aventurar-se em carreira solo, lançando seu primeiro disco intitulado "Primal".

Aí você para pra ouvir o disco e é impossível não comparar a música "Vai", seu mais recente single que inclusive foi remasterizado em Abbey Road, com "Maybe I'm Amazed" dos Wings e todo o lado B do disco Abbey Road dos Beatles ("You Never Give My Your Money", "She Came Through The Bathroom Window", "Golden Slumbers"). Que legal ver gente fazendo música de qualidade.


O clipe é muito bem produzido e feito em preto e branco, e contrasta legal com a letra. Psicodelia pura (ou seria uma viagem certeira?). Quem quiser acompanhar o trabalho de Luiz Lopes é só acessar seu facebook oficial e acompanhar a agenda do cara. Ah, um lembrete muito importante. Amanhã, 04/11, o álbum "Primal" vai ser lançado de forma virtual e você pode ouvir ele inteirinho, sabe como? Basta clicar neste link aqui e confirmar presença no evento do facebook. Eu já to inscrito e você?

"Vira o jogo
Seja louco
Ainda dá tempo pra sonhar"

Assista abaixo "Vai"


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Alice In Chains libera novo video, "Phantom Limb". Assista.


O Alice in Chains já estreou seu novo vídeo para a música "Phantom Limb", exclusivamente no BitTorrent Bundle. O assombroso curta-metragem é dirigido por Roboshobo, o diretor de "Hollow" e clipes da banda "Stone". 

Confira o pacote para transmitir e baixar o "Phantom Limb" música de vídeo HD. Digite seu e-mail para desbloquear notas do diretor e acesso exclusivo de merchandising do Alice In Chains.

Alice in Chains Phantom Limb:
01 Phantom Limb Music Video [Video]
02 Phantom Limb Video Treatment [Art]
03 Phantom Limb Shot List [Document]
04 Exclusive access to new Alice in Chains merchandise [Offer]

Fonte: Revolver Magazine