terça-feira, 19 de maio de 2015

Chris Squire, baixista do Yes, é diagnosticado com Leucemia


Chris Squire, baixista e membro fundador da banda YES foi diagnosticado com Leucemia Aguda, um tipo raro de câncer e, diferentemente da leucemia tradicional, é muito mais grave. Chris está recebendo tratamento em sua cidade natal de Phoenix nos próximos meses.

No entanto, em sua fanpage oficial do facebook, a sua assessoria diz que seu compromisso com a turnê norte-americana será respeitado durante o verão, bem como sua participação no Cruise To The Edge em novembro. Ele será substituido por Billy Sherwood.

"Essa vai ser a primeira vez desde 1968 que a banda vai se apresentar sem mim. Mas os outros caras estão me apoiando e Billy fará um excelente trabalho de me substituir e mostrar aos fãs a mesma experiência que eles esperam ao longo dos anos".

Estamos na torcida. 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

The Rolling Stones - We Love You


Houve uma vez em que Beatles e Rolling Stones dividiram o mesmo estúdio e gravaram uma canção. Isso foi em 1967. Na verdade, apenas John Lennon e Paul McCartney participaram. Gravaram suas vozes como backing vocals para Mick Jagger e Keith Richards, no single "We Love You".

Não foi a primeira vez em que os dois grupos trabalharam juntos, mas foi a única em que as duas duplas de compositores se reuniram no mesmo estúdio. Os Beatles e os Stones sempre foram amigos desde o início, quando chegaram a Londres. Os Beatles surgiram primeiro, lançando seu primeiro compacto em outubro de 1962, enquanto os Rolling Stones fizeram sua estreia em junho de 1963, época em que os Beatles já consolidavam sua liderança em toda a Europa. 

Os Beatles eram frequentadores do Crawdaddy Club, em Richmond, onde os Rolling Stones ganharam fama. Andrew Loog Oldham era o empresário dos Stones. Um rapaz de 19 anos que havia sido assistente de Brian Epstein, empresário dos Beatles. Depois, quando Jagger, Richards e Cia. precisavam de uma canção para emplacar um sucesso nas paradas, Oldham solicitou uma ajuda a Lennon & McCartney, que doaram "I Wanna Be Your Man" para os Stones, que chegaram ao Top 10 pela primeira vez com ela. Jagger e Richards começaram a compor depois desse evento, pressionados por Oldham, que dizia que eles podiam. E podiam mesmo!


A "rivalidade" surgiu como uma estratégia de mercado. Um golpe publicitário de Oldham. Ele pensou que se divulgasse os Rolling Stones como o oposto dos Beatles, chamaria a atenção do enorme público do quarteto de Liverpool (pois vinculavam sua imagem a eles) e ganhariam a simpatia de eventuais detratores daquela outra banda. Deu muito certo. Em sua famosa entrevista à Rolling Stone em 1970, em que abre o verbo contra tudo e todos, Lennon relata que o melhor período da fama foi justamente no início, entre 1963 e 1964, quanto Beatles, Stones e The Animals promoviam festa loucas Londres à fora e frequentavam boates e clubes. 

Em sua recente biografia, Vida, Keith Richards lembra como as duas bandas combinavam as datas de lançamento dos discos para não coincidirem. Em termos de gravação houve algumas trocas. Em 1966, o guitarrista dos Stones, Brian Jones, e a cantora Marianne Faithfull (empresariada pela banda) participaram do coro da canção Yellow Submarine.


"We Love You", é uma canção da fase psicodélica dos Stones, que serve como um agradecimento aos fãs da banda pelo apoio conferido quando foram presos por porte de drogas no início de 1967. O clipe da canção mostra o grupo em um julgamento, parodiando o caso do escritor Oscar Wilde. Na canção em si, o grande condutor são justamente os vocais de Jagger e os backing vocals de Richards, Lennon e McCartney. Mas há alguns destaques instrumentais, como o piano do músico de apoio Nicky Hopkins, que faz a abertura da canção, a bateria de Charlie Watts e um sintetizador tocado pro Brian Jones no final. 

Não é um dos grandes clássicos dos Rolling Stones, portanto, está ausente da maioria das coletâneas e nunca esteve no repertório dos shows, mas é um momento curioso do rápido flerte da banda de Jagger &Richards com o psicodelismo e, obviamente, um momento histórico de quando Mick Jagger, Keith Richards, John Lennon e Paul McCartney cantaram juntos numa mesma canção.


Ouça "Still Echoes", novo single do Lamb Of God


Uma das bandas mais aguardadas no festival Rock In Rio, a Lamb Of God, disponibilizou ontem uma das músicas que fará parte se seu novo álbum chamado "VII: Storm And Drang". É "Still Echoes", que você ouve logo abaixo.

Porradaria!!


sexta-feira, 15 de maio de 2015

Oasis: até Paul McCartney quer a volta da banda


Muita gente pede a volta do Oasis. Inclusive você já leu aqui no blog que há um murmurinho intenso em torno disso.

Agora, o coro dos fãs ganhou um reforço de peso: Sir Paul McCartney. "Voltem e façam boa música!", declarou o ex-Beatle. Durante uma entrevista no Japão, publicada no site de Paul, um fã perguntou se o ex-Beatle acreditava que um dia os irmãos Gallagher pudessem voltar, e se ele teria um conselho para os dois. A resposta do músico foi a seguinte: "Não sei se um dia eles vão fazer as pazes. Seria bom porque eu acho que todos gostam que irmãos se gostem - e façam as pazes.

É uma pena, porque eles eram muito bom juntos. Como muitos irmãos eles são loucos. Mas seria legal se eles voltassem. Mas eles precisam querer. Acredito que muita gente adoraria isso. Eles são caras muito legais!"

Com uma declaração dessas, se fosse você, o que faria? Porra, é Paul McCartney caralho! Voltem duma vez!!!!

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Slash: "Nunca diga nunca", sobre uma possível reunião da formação clássica dos Guns N' Roses.


O Slash parece estar finalmente se acostumando com a ideia de uma reunião com Axl Rose, depois que ele disse "nunca diga nunca" em uma entrevista de televisão ao vivo.

O guitarrista há muito se distanciou de qualquer conversa de voltar ao Guns N 'Roses - juntou-se a banda em 1985 e deixou em 1996, depois de ajudar a se tornar um dos maiores grupos do mundo. Recentemente disse que estava cansado de ser perguntado sobre a possibilidade de uma reunião da formação clássica, mas hoje disse à CBS News que grande parte da animosidade entre ele e o cantor se dissipou.

Ele diz: "Eu tenho que ser cuidadoso com o que eu digo, quer dizer, se toda a gente quer fazê-lo e pelas razões certas, eu acho que os fãs adorariam, e acho que poderia ser divertido em algum momento para tentar. E fazer isso. Nunca diga nunca".

Ele acrescenta: "Não há nenhuma animosidade Ao longo do tempo todos nós só ficamos cansados de toda aquela tensão; A maior coisa que acontece quando você tem uma separação, que é inferior a algo harmonioso, é que você constrói uma energia ruim por causa da distância... Os sentimentos ruins são muito exagerados".

Axl Rose é o únido membro remanescente da formação da era clássica. O baixista Duff McKagan voltou para uma série de datas no ano passado e mais tarde disse que não descarta um retorno à banda em uma base de tempo integral. 

Podemos imaginar que, depois de tanto rancor, finalmente as coisas estão se apaziguando entre os caras e, quem sabe (quem sabe?) possamos sonhar em ver uma reunião em algum futuro. Oremos!

Fonte: Classic Rock

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Ouça versão alternativa de "Bitch", do Rolling Stones


O clássico álbum de 1971 dos Rolling Stones, "Sticky Fingers", vai ganhar um relançamento especial e chega às lojas no dia 09 de junho, em versões comum, deluxe e super deluxe. Esses dois últimos virão recheados de versões alternativas das faixas que integram o trabalho.

Uma das versões que estarão no relançamento é "Bitch". A versão alternativa foi gravada antes da versão que a gente já conhece, é mais comprida, um pouco mais lenta e com algumas nuances diferentes da original. As duas estão no final da publicação.

Além de "Bitch", "Wild Horses" e "Can't You Hear Me Knocking" já foram apresentadas anteriormente.

A capa foi concebida por Andy Warhol, e tinha um ziper na capa original.



terça-feira, 28 de abril de 2015

Repost: Black Sabbath - The Eternal Idol (1987)


Post originalmente publicado em 6 de março de 2010, com algumas informações adicionais e revisado..

Sabe aquele disco, daquela banda que você curte pra caramba mas que, por algum motivo do destino nunca é lembrado pela crítica ou até mesmo por você? Pois bem, hoje vamos falar sobre "The Eternal Idol", um baita disco que foi gravado pelo Black Sabbath.

A história do Black Sabbath eu não preciso contar aqui pois todo mundo (ou quase) conhece. Depois de clássicos, o Sabbath meio que se perdeu em seu caminho. Logo após a saída de Ronnie James Dio, Tony Iommi ficou meio "deslocado" e começou um vai-e-vem de músicos na banda, principalmente de vocalistas Isso (na verdade) acontecia em muitas bandas (Dio, Deep Purple, Whitesnake, Rainbow). Mas no Sabbath era meio inusitado. Em 1983 eles lançam "Born Again" que contava com Ian Gillan (Deep Purple). Em 1986 um grande disco com Glenn Hughes nos vocais ("Seventh Star"). Isso sem contar uma breve aparição de Rob Halford nessa época aí também, mais precisamente no lançamento de "Born Again". UFA!!!! É muita gente não?

Então, em 1987 Tony convida um cara que começava a despontar como uma promessa e, logicamente, seria uma oportunidade para dar uma guinada na banda. Era Ray Gillen. Em 1985 Ray Gillen virou vocalista da banda Rondinelli, do grande baterista Bobby Rondinelli (que na época foi baterista do Rainbow, e que gravou, ao lado de Roger Glover, Ritchie Blackmore e Joe Lynn Turner os discos "Difficult To Cure" e "Straight Between The Eyes"). Logo em seguida, Gillen recusa um convite para o musical CATS e aceita o "emprego" para gravar "The Eternal Idol". A história por trás do disco é inusitada.


Por muitos problemas financeiros (pelo menos são fontes) Ray Gillen, assim como Eric Singer que tocou bateria no disco (mais tarde iria pro Badlands e futuramente KISS) e Dave Spitz que tocou baixo (White Lion, Great White, Lita Ford, Impelliteri, Nuclear Assault) resolvem deixar a banda. Com o disco praticamente pronto, Iommy chama Tony Martin, o eterno vocalista do segundo escalão. Continuando a história de Gillen, logo em seguida, junto com John Sykes (Tygers Of A Pan Tang, Whitesnake, Sykes) monta a Blue Murder. Participou também do projeto PHENOMENA de Glenn Hughes até que, em 1987, junto com Jake E. Lee (ex-Ozzy Osbourne), Eric Singer e Greg Chaisson no baixo montam a Badlands. Fatalmente ele viria a morrer de Aids. Uma pena, tinha um grande caminho ainda a trilhar.

Voltando à Eternal Idol, os fãs mais ardorosos do Sabbath não gostam de citar a fase com Tony Martin à frente do Black Sabbath. Além deste, ele gravou "Headless Cross", "Tyr", gravou o disco "Dehumanizer" que posteriormente foi lançado com Ronnie James Dio em seu retorno ao Sabbath e 1992, "Cross Purposes", "Cross Purposes Live" e "Forbbiden". Todos os discos tem a característica marcante do Sabbath, que é o peso e o som soturno. E Tony Martin é um grande vocalista, segura bem as pontas em músicas do Sabbath tanto com Ozzy quanto com Dio. Mas é injutiçado, infelizmente. The Eternal Idol é sim um disco importante pra discografia do Black Sabbath e indispensável para quem curte não só a banda, mas música de modo geral. Sonzeira.