segunda-feira, 30 de julho de 2012

Ready An' Willing (1980)

Podemos dizer que o grande divisor de águas entre a atuação de Coverdale no Deep Purple e a sua afirmação no Whitesnake, foi o álbum “Ready An' Willing” (1980), aproximadamente três anos após a criação da banda. Ao lado dos guitarristas Bernie Marsden e Micky Moody, o baixista Neil Murray, o baterista Ian Paice e o tecladista Jon Lord (ex-Deep Purple), a banda abandonou definitivamente a temática e sonoridade de rock tradicionalista com "pitadas" de blues para abrir as portas ao que hoje podemos chamar de hard rock moderno. Deixando a fórmula do Deep Purple para trás, os rapazes decidiram ousar e criaram o que podemos considerar um dos melhores CDs do gênero, com baladas inesquecíveis, guitarras bem marcadas sem deixar de lado o seu estilo próprio.



Tempos áureos de um rock honesto e de qualidade. O Whitesnake é uma banda que sobreviveu ao tempo e sempre soube se reinventar. E seu mentor, Mr. David Coverdale até hoje mostra porque é um dos melhores vocalistas de todos os tempos. Uma das músicas de maior sucesso da banda encontra-se neste disco e abre a bolacha: Fool For Your Loving. Mas também temos Sweet Talker, Ready An' Willing, música que abriu o show da banda no Rock In Rio 1985, quando da ocasião de sua primeira visita ao país. Uma das curiosidades é que o Whitesnake foi chamadom em cima da hora, pra substituir a Def Leppard que, por algum motivo, não pode vir ao festival (UFA!). Sem desmerecer o trabalho da Def Leppard, mas a Cobra Branca fez um show antológico com Cozy Powell nas baquetas.

Aliás, David Coverdale é, junto com Ozzy e Ronnie James Dio, o campeão de fazer grandes formações em sua banda. Só para constar alguns nomes além dos já citados, anote ai Steve Vai. Precisa dizer algo mais?

A Whitesnake tem também grandes baladas. E, como não podia deixar de ser, este disco está repleto (Blindman, bem ao estilo Soldier of Fortune,  Carry Your Load). Ain't Gonna Cry No More mostra como viria a ser o Whitesnake de hoje e de sempre. Sempre flertando com o Blues, temos Black And Blue e Love Man. E fechando a bolacha, She's A Woman.

Hard Rock na medida certa.

Experimente:



sexta-feira, 27 de julho de 2012



Está sendo lançada através do iTunes a compilação Tomorrow Never Knows, com 14 faixas dos Beatles. A proposta da coletânea é apresentar as faixas mais roqueiras dos besouros de Liverpool, como “Paperback Writer”, “Back in the USSR”, entre outras. Mas o que mais chamou a atenção mesmo foi o prefácio escrito por ninguém menos que Dave Grohl. Leia-o abaixo:

“Se não fosse pelos Beatles eu não seria músico. É simples assim. Desde muito jovem eu fiquei fascinado com as músicas deles e ao longo dos anos me afoguei profundamente no catálogo deles. O groove e o gingado deles. A graça e a beleza deles. A escuridão e a luz. Os Beatles pareciam capazes de qualquer coisa. Não conheciam limites e nessa liberdade pareciam definir o que nós hoje conhecemos como ‘rock and roll’.

Eu mostrei recentemente para minha filha de seis anos, Violet, o brilhante filme Yellow Submarine. Foi a introdução dela aos Beatles e ela instantaneamente compartilhou da mesma fascinação que eu senti quando tinha a idade dela e descobri os Beatles pela primeira vez. Ela queria saber o nome deles, quais instrumentos eles tocaram, quem cantou cada faixa etc etc etc… Me deixou tão incrivelmente feliz (e orgulhoso!). Em poucos dias ela sabia os versos e refrões de todas as canções do álbum. Mas teve uma música que se destacou para ela…

‘Hey Bulldog’ não é um dos maiores sucessos dos Beatles. É o que a maioria das pessoas chamaria de lado b. Mas é um rock tipicamente dos Beatles. A linha de baixo, a batida marca registrada de Ringo, a guitarra áspera e distorcida e aquele som que somente o fundo da garganta de Lennon conseguia produzir. Ela ressona, balança, faz sua cabeça chacoalhar e seus quadris requebrarem. Quando Lennon canta ‘If you’re lonely you can talk to me!’ acalma seu coração, como se você tivesse finalmente achado algo em que acreditar. É tão cru e real. É rock 100% atemporal…

De uma geração para a outra, os Beatles se manterão como a banda de rock mais importante de todos os tempos.

Pergunte a Violet.”

No mais, o tracklist é o seguinte:

Revolution
Paperback Writer
And Your Bird Can Sing
Helter Skelter
Savoy Truffle
I’m Down
I’ve Got A Feeling
Back In The USSR
You Can’t Do That
It’s All Too Much
She Said, She Said
Hey Bulldog
Tomorrow Never Knows
The End

Fonte: Beatles.com

quinta-feira, 26 de julho de 2012

One, Two, Three, Four!


Quando Douglas Colvin e John Cummings decidiram montar uma banda, chamaram para a bateria um conhecido de Douglas, Jeffrey Hyman. Nos primeiros ensaios John tocava a guitarra e Douglas tocava o baixo e cantava. Para homenagear o produtor Phil Ramone, batizaram a banda de Ramones e todos usaram "Ramone" como sobrenome, como se fizessem parte de uma família. A história, porém, gera controvérsias, uma vez que alguns afirmam que, na verdade, eles apenas fizeram uma brincadeira com fato de Paul McCartney se registrar em hotéis sob o pseudônimo de "Paul Ramon".
Nos primeiros ensaios os Ramones tentaram tocar músicas de outras bandas, mas não conseguiram. Então decidiram escrever suas próprias músicas. I Don't Wanna Walk Around With You foi escrita no primeiro ensaio. Depois eles escreveriam I Don't Wanna Get Involved With YouI Don't Wanna Be LearnedI Don't Wanna Be Tamed (o título era a letra inteira, mas Joey cantava "Timed" no lugar de "Tamed") e I Don't Wanna Go Down To The Basement. Eles não haviam escrito nenhuma música "positiva" (isto é, sem as palavras "I Don't") até surgir a música Now I Wanna Sniff Some Glue. Logo após, It's A Long Way Back To GermanyBlitzkrieg BopI Don't Care e Babysitter foram adicionadas ao repertório.
O conhecimento musical dos Ramones era limitado. Dee Dee tinha dificuldade para tocar baixo e cantar ao mesmo tempo, assim como Joey não conseguia cantar e tocar bateria ao mesmo tempo. A banda decidiu, então, que os vocais ficariam com Joey, e que iriam procurar um novo baterista. Foram feitos diversos testes no pequeno estúdio Performance Studio, onde trabalhava um velho amigo dos integrantes da banda, Thomas Erdelyi. Antes de cada teste, Erdelyi pegava as baquetas para mostrar aos candidatos como era o estilo da banda, e como Johnny, Joey e Dee Dee não gostaram dos candidatos que se apresentaram, logo ficou evidente que o melhor baterista para os Ramones seria o próprio Erdelyi. Ele adotou o nome Tommy Ramone e entrou na banda.


O primeiro show dos Ramones foi feito no Performance Studios, em 30 de março de 1974. Logo a banda passaria a fazer shows na casa noturna CBGB's, integrando uma cena "underground" composta por bandas como Blondie, Television, The Cramps, Talking Heads, The Voivods e The Patti Smith Group.
Em 1975 conseguiram um contrato de cinco anos com a gravadora Sire Records. Seu primeiro LP, Ramones , lançado em 1976, foi o primeiro disco de Punk Rock da história, inaugurando o estilo e tinha 14 músicas rápidas e curtas — a duração do álbum é de pouco mais de 29 minutos - é considerado um dos álbuns mais influentes de todos os tempos. A banda começou a fazer shows nos Estados Unidos para divulgar o álbum, mas fora de Nova Iorque a recepção do público não foi calorosa. A exceção foi a Inglaterra: um show realizado em Londres em 04 de julho de 1976 foi um grande sucesso. Entre os presentes no show estavam os integrantes de bandas que ainda estavam dando seus primeiros passos, como The Clash e Sex Pistols, que compartilhavam com os Ramones as influências musicais de Stooges, MC5 e New York Dolls. (fonte: Wikipédia)

Eu me lembro atá hoje de meu primeiro contato com o Ramones. Minha primeira aventura em bandas foi como baixista da Ramones Cover. Tocávamos o Loco Live! na íntegra. Também não era difícil, 3 notas, quando muito 4 no máximo. E era o máximo tocar naquela banda. Ainda acho que alguém deve ter uma fita VHS de um daqueles memoráveis shows. 

Uma analogia a ser feita acerca deste disco. Se você colocar no play Ramones e Leave Home, parece que um disco é o complemento do outro. Terminou Today Your Love, Tomorrow The World (disco Ramones) e começou Glad To See You Go (Leave Home) é como se uma continuação, um disco duplo, sei lá. É muito engraçado isso, pois os Ramones eram assim: Simplicidade, atitude e diversão. Rock N' Roll baby.

Curte aí embaixo o discaço no link.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

50 anos a mil


Rio, junho, 1984.

Quatro da manhã, cemitério do Caju... Madrugada fria e agente não parava de chorar... Escondidos, perambulando feito fantasmas, arrastando corrente, pelos cantos do velório... almas penadas.

Àquela hora, não havia mais ninguém na sala com o Júlio, exceto eu e o Cazuza, que, por todos os motivos do mundo, não conseguíamos parar de olhar para o caixão fechado, nem parar de chorar, nem deixar de ir ao banheiro cheirar mais, pra continuar chorando: “Perder um cara com o Júlio é como decapitação... A gente ficou órfão do nosso irmão mais velho”, sussurrei para um Cazuza igualmente desmoronado, que me respondia: “Órfãos e fudidos, você quer dizer”, e emendou: “Vão chupar nossa carótida...” Sim, essas visões sombrias já pairavam no ar o tempo todo.

Não parávamos de imaginar as consequências daquela perda. A minha desolação era inédita: nunca estive me sentindo tão dentro do fim, tão nada e, com a alma sangrando, vomitava meus pavores:

“Agora estamos à deriva. A gente naufraga aqui. Esse velório, esse cemitério, essa morte é como se estivéssemos chegando nas portas do inferno. A partir de agora, todas as nossas esperanças serão deixadas do lado de fora. Todas as esperanças de conquistarmos a nossa autonomia, a nossa estética. Perdemos o trem da história, Cazuza. Sem o Júlio nós não temos mais uma turma; agora somos um monte de ninguéns!... Chegou a hora dos nossos inimigos se apoderarem da cena pra formar alianças, justamente com aqueles que mais queríamos ver longe. É a hora do pastiche e da indulgência... A hora do frenesi dos mesmos cadáveres insepultos de sempre, sugando a juventude dos que nada mais têm a oferecer, além do próprio sangue de barata. É a hora dos come-quietos nos fazerem vilões. É a hora da morte da possibilidade da transformação, da morte da nossa ingênua esperança em querer mudar o mundo. É a hora da morte da liberdade do delírio... O Universo não conspira mais a nosso favor. O inferno é aqui e agora, e nossas esperanças ficaram num céu natimorto”.

Estava delirantemente transtornado pela dor e vagamente anestesiado pela cocaína; sem que necessariamente estivesse inteiramente fora do meu juízo.

(....) Na sala, o caixão fechado invocava toda uma angústia da incapacidade em não poder dar o último abraço, o último beijo. Daí pensei: “Cazuza, pensa bem: tá todo mundo dormindo, a gente tá aqui sozinho, com ele... Vamos sublimar a paradinha. Vamos esticar duas carreironas em cima do caixão? Pelo menos essa carteirinha da Ordem dos Músicos vai servir pra  alguma coisa. A gente não pode se negar a fazer isso né?” Eu fungava, apalpando freneticamente os bolsos. “Vai ser nossa última homenagem.. Não tem ninguém olhando.. Vamo nessa ,rapá!”

(....)



Eu descobri uma coisa, lendo as biografias de bandas e músicos. Todos começam com uma história parecida com esta ai de cima. E todos, sem exceções, tiveram problemas na infância de alguma maneira, o que levou-os a procurar um refúgio na música. Alguns dão certo, outros não, outros ficam na eterna tentativa. 

Os que dão certo, em algum momento de sua vida, irão escrever um livro, seja pra simplismente deixar sua obra ou seu "arquivo" pra fãs e pra posteridade, seja pra ganhar dinheiro e, literalmente, aparecer novamente na mídia. 

Lobão, 50 anos a mil conta a história da vida desta figura ímpar da MPB brasileira (sim, pois MPB é Musica Popular Brasileira) e seus relatos de uma vida levada aos extremos.

Vida Bandida!

Innocent Victim!

Lançado em 1977, este é o décimo primeiro álbum da Uriah Heep.O disco é uma obra prima com canções excelentes, clima soul, progressivo, psicodélico e sem esquecer do peso.

É o segundo disco que conta com John Lawton nos vocais, que já havia passado por Lucifer's Friend e também tocando com Roger Glover. Disco clássico dos caras, com direito a um hardão pesado (Free N' Easy), boas baladas (Illusion), tecladeira (Flying High), progressiva (Choices, a melhor do disco) e até um som que remete a bela Dyer Maker do Led Zeppelin e Is There Anybody There do Scorpions (The Dance). A capa conta com uma imagem de uma serpente. Detalhe para os olhos que são do baterista Lee Kerslake, bela montagem.



John Lawton é um bom vocalista. Porém teve a difícil missão de substituir o insubstituível David Byron, a eterna voz do Uriah Heep. Os excessivos problemas com álcool fizeram a banda tomar uma difícil decisão, para o bem da banda. Ou era isso ou nada. E ai, a banda nunca mais foi a mesma.

Uma pena, pois é uma banda muito legal porém pouco lembrada em suas andanças. No começo andou pau a pau com o Deep Purple e seu estilo frenético, com a tecladeira e a vocaleira gritada.

Uma curiosidade. Uriah Heep é o nome de um personagem do romance David Cooperfield de Charles Dickens. No romance, ele é o sócio perverso e fraudulento de Mr. Wickifield (o sogro de David), que acaba descoberto e preso.

Um bom disco que vale a pena ser ouvido com atenção mesmo, excelentes músicas. Nota 8.

 




Experimente:


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Tormato!

Tormato é o nono álbum de estúdio da banda britânica de rock progressivo YES. Lançado como uma sequência do aclamado Going For The One de 1977, Tormato recebeu menos do que bondosas críticas após seu lançamento e possui a virtude de continuar a ser assunto de debate para os fãs e críticos. Ainda que, alguns apontam, enquanto as composições tornaram-se curtas e mais atrantes para um público maior, o som clássico da banda ainda continuava presente. Entretanto, muitos fãs e alguns membros da banda - particularmente Rick Wakeman - declararam que a produção do álbum foi defeituosa, resultando em um som comprimido e sombrio. E o baixo de Chris Squiere perdeu muito de seu poder.

Rick Wakeman também teria dito que Tormato realmente tinha potencial, mas eles - a banda - não chegaram a extrair o melhor do material que produziram. Steve Howe admitiu que o grupo como um todo estava inseguro musicalmente naquela época. Esse acabou sendo o último disco de estúdio do grupo com Rick Wakeman, até seu retorno em 1991 (no álbum Union). Também foi o último álbum de stúdio com JOn Anderson até a reformulação da banda em 1983.



Apesar de tudo, Tormato - que teve, assim como em outros discos, trabalho de capa da Hipgonosis - ficou no Top 10, na Inglaterra e nos Estados Unidos e apresentou um sucesso, "Don't Kill the Whale".

Curiosidade: o título original do disco seria Yes Tor, referindo-se a uma formação geológica no Sul da Inglaterra. As fotografias tiradas pela Hipgnosis para fazer parte da capa do álbum eram tão desinteressantes que Rick Wakeman, frustrado, atirou um tomate nas mesmas. A capa e o título foram, então, ajustados para corresponder de acordo.

Experimente:


New Sensation!

Uma das bandas mais legais do final dos anos 80 é a INXS. O talento dos caras é indiscutível. E este sexto álbum lançado em 1987 foi o que lançou-os ao posto de Mega Banda. Ali estão os maiores sucessos da banda: New Sensation (aquela da propaganda do Toyota Corolla, lembra?), Devil Inside (trilha da VH1), I Need You Tonight e uma das baladas mais legais e lembradas da história da música, Never Tear Us Apart, que foi regravada a pouco tempo pelo grande Joe Cocker.



Sem contar que Michael Hutchence chegou a ser comparado com Jim Morrison e Mick Jagger, devido ao seu sex appeal (Ele pegava a Kylie Minogue). Kick foi o álbum mais estrondoso do INXS, depois desse disco as coisas não acontecerem como devia e ele deve ter entrado numa depressão, pois veio a sucidar-se 10 anos depois. E assim, acabava a carreira de uma das mais promissoras bandas dos anos 80.

Eu particularmente acho esse disco uma obra prima, qualquer amante de música de qualidade tem que ter uma cópia. Ainda mais agora que eles estão lançando uma edição comemorativa dos 25 anos do disco. Corra atrás.

Indispensável.

Experimente:

quarta-feira, 18 de julho de 2012

No Place To Run

Produzido por George Martin, o ex-produtor dos Beatles, No Place to Run, foi o primeiro disco lançado após a saída de Michael Schenker por causa do vício da bebida (ele voltaria aos Scorpions). Para seu lugar, foi chamado Paul "Tonka" Chapman.

Esse álbum representou a queda comercial do UFO, pois mostrou que a banda ficou parada no tempo. Enquanto a NWOBHM estava dominando o espaço rockeiro, o UFO manteve-se preso às formas estilísticas da década de 70. As bandas estavam ficando cada vez mais pesadas e era exatamente isso que o público da época queria.
 
 

No Place To Run é um grande disco, apesar de não contar com o insubstituível Michael Schenker. Lettin' Go, Mistery Train e The Fire Burns Tonight dão uma ideia da preciosidade deste discaço. Mas é um disco que vale a pena ser escutado do início ao fim.

Eu sempre gostei da banda, apesar de que ela não tem o merecido respeito, tem grandes clássicos e inclusive já contou em seu line up com Jason Bonham, filho do eterno Zeppelin John Bonham, inclusive consta um DVD com um show com sua participação.

Dispensa comentários.

Experimente:

You Ain't Alone

"Lançado em 10 de abril, “Boys & girls”, o álbum de estreia do grupo (que chega às lojas do Brasil na primeira semana de junho, pela Lab 344) deu a partida em uma onda de aclamação poucas vezes vista. “A maior banda nova do mundo”, estampou na capa da edição do dia 12 o semanário inglês “New Musical Express”, tendo como avalistas os Strokes, Jack White, Alex Turner (do Arctic Monkeys) e Jarvis Cocker (Pulp). Da cantora Adele ao ator Russell Crowe, não houve quem não se deixasse encantar pelo rock retrô e sulista do Alabama Shakes — e principalmente por Brittany, vocalista que combina o melhor de Janis Joplin e Aretha Franklin". (fonte: O Globo).



E aí eu recebi  um link pro Youtube da música Hold On e fui conferir. Porra! Do caralho! Pra quem gosta de som ao ritmo de Soul esta é uma boa pedida. Tanto que neste exato momento  (14h) estou ouvido o disco, que por sinal é muito bom. Eu tenho a impressão que vai figurar aí na lista de fim de anos dos melhores discos de 2012.

Destaque pra Hold On, You Ain't Alone, Heavy Chevy e Be Mine. Quer dizer, todas a músicas são muito legais. Porém, a que mais me chamou atenção foi YOU AIN'T ALONE, que você confere no video abaixo.

Sonzeira nota 9!

Heaven's On Fire

A história do Kiss nos anos 80 é simples: depois de uma série de álbuns que foram equivocados, ignorados, ou ambos, o grupo teve a" ideia genial "de remover sua maquiagem e partir para algo mais inusitado com cabelo com permanente e batom. O que quer dizer, eles desistiram do seu status de líderes e tornou-se seguidores do rapidamente em expansão cena do glam metal, que foi inspirado por ... ELES MESMOS!

É engraçado falar sobre isso. O Kiss sempre foi uma banda que perpetuou entre os maiores nomes do Classic Rock. Porém, assim como várias bandas que chegam ao topo, eles sofrem na questão financeira, falta de criatividade e pelos novos estilos que circundam o meio do Rock. Quando falo em questão financeira, quero dizer que os bolsos dos mesmos já não são os mesmos de quando começaram, a diferença são muitos e muitos milhões a mais em suas contas.




Tentando se reinventar, eles removeram as maquiagens para tentar conseguir algo novo. Mas como disse, nem sempre é a questão correta. Entre tantas outras coisas, a troca permanente de músicos na banda acaba influênciando o seu som. No caso do disco Animalize, é nítida uma pegada um pouco mais Hard Rock mesmo, típica dos anos 80. Mark St. John criou alguns riffs bem legais, mas o disco é normalmente esquecido pela grande maioria.


Sem sombra de dúvida, Heaven's On Fire é o ápice do disco. Mas tem coisas legais como Get All You Can Take, numa levada a lá Ratt e Motley Crue, Lonely Hunter, com um riff que lembra Blues e Under The Gun, um clássico. Nesse disco eles lançaram um show em fita vhs (sim, pois em 1984 ainda não exisita DVD, muito menos iPhone e tantas outras tecnologias) chamada Animalize Live Uncesored, nunca lançado em DVD. Quer dizer, aqui no Brasil teve uma revista que circulava por aí a tempos atrás que fazia a transcrição das imagens VHS para DVD, sem melhora alguma, mas serve como registro. Eu mesmo comprei o DVD. Duro é ver o Kiss com roupas de oncinha e tudo o mais, mas é um bom registro deste disco.


Também foi um dos primeiros shows com Bruce Kulick que substituiu Mark St. John que foi diagnosticado com Síndrome de Reiter.


É um disco bem legal, eu acho indispensável em qualquer discografia que se preze.


Experimente:

terça-feira, 17 de julho de 2012

Kiss divulga mais detalhes sobre edição comemorativa para "Destroyer"

Novos detalhes sobre a edição comemorativa de 35 anos para 'Destroyer' (1976), clássico do Kiss, foram divulgados. O álbum voltará às lojas via Universal Music no dia 21 de agosto. Rebatizado de 'Destroyer: Resurrected', o material foi remixado por Bob Ezrin, o mesmo que produziu o quarteto na época.

O pacote será duplo e virá com faixas não lançadas, descobertas durante as remixagens. Entre elas, a versão original de 'Beth', com a linha vocal completa (a que saiu havia sido editada). Também poderá ser conferida 'Sweet Pain' com um solo de guitarra diferente do conhecido. Por fim, a primeira ideia para a capa poderá ser vista (imagem). Assinada pelo artista Ken Kelly, a arte foi rejeitada pela gravadora por ser considerada violenta demais.



'Destroyer' foi o primeiro registro de estúdio do Kiss a ficar entre os 20 melhores colocados das paradas norte-americanas. A banda já havia conseguido o feito com 'Alive!' (1975). Das canções, tornaram-se hits 'Detroit Rock City', 'God of Thunder', 'Shout it Out Loud' e 'Beth'.

Destroyer: Resurrected
01. Detroit Rock City
02. King of the Night Time World
03. God of Thunder
04. Great Expectations
05. Flaming Youth
06. Sweet Pain
07. Shout It Out Loud
08. Beth
09. Do You Love Me?
10. Sweet Pain (bônus/solo de guitarra alternativo)

A história de uma vida

Todo adolescente que gosta de rock, em algum momento de sua vida, teve o sonho de ser como seus ídolos. Viver de música, fazer acontecer. E não foi diferente com esse garoto de uma prole muito bem quista chamado Lars Ulrich. Filho de um tenista famoso que adorava colecionar artes e música, apaixonado pelo esporte, Lars sempre soube que um dia seria líder ou faria parte da maior banda do mundo. E conseguiu.



Em Metallica: A Biografia de Mick Wall, toda a história da banda e, principalmente de seus dois mentores (Lars Ulrich e James Alan Hetfield) está ali, contada pra quem quiser ver, da maneira mais coerente possível. O começo, a NWOBHM, Dave Mustaine, Cliff Burton, groupies, drogas e o sucesso mundial da maior banda de Heavy Metal e, por que não, da maior banda de todos os tempos, METALLICA.

Pra quem quiser conhecer um pouco mais sobre a história de vida desses garotos loucos agora senhores de mais de 40, vale a pena. E muito! Recomendo para todos os amantes do "roquenrou"!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

R.I.P. Jon Lord

Morreu hoje, aos 71 anos de idade, o cofundador da banda Deep Purple e autor de clássicos como Smoke On The Water, Child In Time, JON LORD. Ele vinha lutando contra um câncer no pâncreas, faleceu hoje em decorrência de uma embolia pulmonar.



Além do Deep Purple, fez parte de grupos como Whitesnake, Paice, Ashton & Lord, The Artwoods e Flower Pot Men. Além de uma grande contribuição para a música clássica. Vai fazer companhia junto a tantos outros que já nos deixaram.

Segundo sua acessoria de imprensa, "Jon partiu da escuridão para a luz." Vá em paz Jon. E continue seu som com o supergrupo que irá montar onde estiver.





sexta-feira, 13 de julho de 2012

Hoje é dia de Rock bebê - Pt. 2.

Ainda sobre o dia do rock, preparei uma lista com os 100 discos que acho indispensáveis em uma coleção que se preze. Mas quero deixar bem claro que esta é uma opinião pessoa, então muitos discos ficarão de fora. E você o que acha disto?




001 - Bob Dylan - The Freewheelin’ Bob Dylan (1963)
002 - Beatles - Rubber Soul (1965)
003 - Bob Dylan - Highway 61 Revisited (1965)
004 - John Mayall - Blues Brakers with Eric Clapton (1966)
005 - The Beach Boys - Pet Sounds (1966)
006 - Beatles - Revolver (1966)
007 - Bob Dylan - Blonde on Blonde (1966)
008 - The Doors - The Doors (1967)
009 - Cream - Disraeli Gears (1967)
010 - Jimi Hendrix - Are You Experienced (1967)
011 - Beatles - Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967)
012 - Jimi Hendrix - Axis: Bold as Love (1967)
013 - The Byrds - The Notorious Byrd Brothers (1968)
014 - The Band - Music From Big Pink (1968)
015 - Rolling Stones - Beggars Banquet (1968)
016 - Jimi Hendrix - Electric Ladyland (1968)
017 - Rolling Stones - Let it Bleed (1969)
018 - The Band - The Band (1969)
019 - Beatles - Abbey Road (1969)
020 - Led Zeppelin - Led Zeppelin II (1969)
021 - Neil Young - Everybody Knows This is Nowhere (1969)
022 - Frank Zappa - Hot Rats (1969)
023 - Blind Faith - Blind Faith (1969)
024 - Eric Clapton - Eric Clapton (1970)
025 - Grateful Dead - American Beauty (1970)
026 - Creedence Clearwater Revival - Cosmo’s Factory (1970)
027 - Derek N' The Dominos - Layla and Other Assorted Love Songs 1970
028 - Black Sabbath - Paranoid (1970)
029 - Black Sabbath - Master of Reality (1971)
030 - Rolling Stones - Sticky Fingers (1971)
031 - Yes - Fragile (1971)
032 - Jethro Tull - Aqualung (1971)
033 - Led Zeppelin - Led Zeppelin IV (1971)
034 - The Who - Who’s Next (1971)
035 - Allman Brothers Band - At Filmore East (1971)
036 - Uriah Heep - Look At Yourself (1971)
037 - T. Rex - Electric Warrior (1971)
038 - Captain Beyond - Captain Beyond (1972)
039 - Deep Purple - Machine Head (1972)
040 - Wishbone Ash - Argus (1972)
041 - David Bowie - Ziggy Stardust (1972)
042 - Pink Floyd - The Dark Side of the Moon (1973)
043 - Black Sabbath - Sabbath Bloody Sabbath (1973)
044 - ZZ Top - Tres Hombres (1973)
045 - Lynyrd Skynyrd - (pronounced ‘leh-‘nérd ‘skin-‘nérd) (1973)
046 - Alice Cooper - Billion Dollar Babies (1973)
047 - Bad Company - Bad Company (1974)
048 - Deep Purple - Burn (1974)
049 - Queen - Queen II (1974)
050 - Bruce Springsteen - Born to Run (1975)
051 - Led Zeppelin - Physical Graffiti (1975)
052 - Queen - A Night at the Opera (1975)
053 - Neil Young - Zuma (1975)
054 - Ramones - Ramones (1976)
055 - Thin Lizzy - Jailbreak (1976)
056 - Kiss - Destroyer (1976)
057 - Rainbow - Rising (1976)
058 - Rush - 2112 (1976)
059 - Ramones - Rocket to Russia (1977)
060 - Lynyrd Skynyrd - Street Survivors (1977)
061 - Scorpions - Taken by Force (1977)
062 - Talking Heads - Talking Heads: 77 (1977)
063 - Van Halen - Van Halen (1978)
064 - The Clash - London Calling (1979)
065 - AC/DC - Highway to Hell (1979)
066 - Pink Floyd - The Wall (1979)
067 - AC/DC - Back in Black (1980)
068 - Judas Priest - British Steel (1980)
069 - Black Sabbath - Heaven and Hell (1980)
070 - Motorhead - Ace of Spades (1980)
071 - Iron Maiden - The Number of the Beast (1982)
072 - The Police - Synchronicity (1982)
073 - Metallica - Kill 'Em All (1983)
074 - Def Leppard - Pyromanya (1983)
075 - Motorhead - Another Perfect Day (1983)
076 - Iron Maiden - Powerslave (1984)
077 - Metallica - Ride the Lightning (1984)
078 - Whitesnake - Slide It In (1984)
079 - Twisted Sister - Stay Hungry (1984)
080 - The Smiths - The Queen is Dead (1986)
081 - Metallica - Master of Puppets (1986)
082 - Slayer - Reign in Blood (1986)
083 - The Cult  - Electric (1987)
084 - Guns N' Roses - Appetite For Destruction (1987)
085 - R.E.M. - Green (1988)
086 - Pixies - Doolittle (1989)
087 - Nirvana - Nevermind (1991)
088 - Metallica - Metallica (1991)
089 - U2 - Achtung Baby (1991)
090 - Pearl Jam - Ten (1991)
091 - Black Crowes - The Southern Harmony N Musical Companion (1992)
092 - Iron Maiden - Fear Of The Dark (1992)
093 - Sepultura - Chaos A.D. (1993)
094 - Oasis - (What's The History) Morning Glory? (1995)
095 - Radiohead - OK Computer (1997)
096 - Foo Fighters - The Colour And The Shape (1997)
097 - Red Hot Chili Peppers - Californication (1999)
098 - Slash - Slash (2010)
099 - Noel Gallagher - High Flying Byrds (2011)
100 - Jack White - Blunderbuss (2012)

Hoje é dia de Rock, Bebê!






Em 13 de julho de 1985, Bob Geldof (Boomtown Rats) teve uma idéia megalomaníca. Como fazer para juntar dinheiro para acabar com a fome na Etiópia? Lógico! Juntar os maiores nomes da música da época e criar um mega festival que iria ser transmitido simultaneamente em Londres e na Filadélfia. Até aí tudo bem. Mas como fazer isso, como juntar os maiores artistas da época sem um tostão?

Essa história você pode ver no filme LIVE AID - O FILME. A parte que mais me comoveu foi como ele conseguiu persuadir Paul McCartney a tocar neste evento, sendo que o mesmo não se apresentava há alguns anos já. É uma história que pode figurar muito em aulas de administração, de marketing, de psicologia, tamanha foi a força de vontade de dar certo de Bob Geldof.

O fim desta história muitos já devem saber. SUCESSO. E, desde esta data em 1985 que comemoramos a cada dia 13 de julho o DIA MUNDIAL DO ROCK N' ROLL! Mas não é pra menos. Além de Paul McCartney, ele conseguiu reunir no mesmo palco o LED ZEPPELIN que contou com Phill Collins nas baquetas, o QUEEN, BLACK SABBATH, BRUCE SPRINGSTEEN, U2, MADONNA, THE WHO, ERIC CLAPTON, DIRE STRAITS, DAVID BOWIE, MICK JAEGGER entre tantos outros que se apresentaram. Foi um evento muito legal mesmo.

Então, nada mais justo que fazer uma homenagem a este dia tão especial. Viva o dia do Rock. Viva o Rock. Porque pra mim, todo dia é dia de Rock.




quinta-feira, 12 de julho de 2012

A Night At The Opera

Quarto álbum da carreira, é considerado por muitos como uma obra-prima do Rock, e é sempre citado entre os melhores álbuns de Rock. Sua produção é reconhecida como uma das mais perfeitas da história da música. Todos os instrumentos foram gravados em estúdios separados. "Não é paranóia, é perfeccionismo" diria um reticente Freddie Mercury em 1975. O título do disco foi tirado de um filme dos irmãos Marx. Este álbum está entre os 200 álbuns definitivos no Rock And Roll Hall Of Fame.

A música de abertura, Dead on Two Legs tem como subtútlo "Dedicated to....". Na época, muitas pessoas ficaram curiosas e também furiosas. Afinal, quem seria tão digno(a) de ser homenageado(a) com a faixa de abertura do disco? E a resposta veio e tratava-se de Norman Sheffield, ex-empresário da banda. Isto porque, mesmo com três álbuns na bagagem (Queen, Queen II e Sheer Heart Attack), os integrantes do Queen ainda permaneciam na pior. Bem diferente de seu empresário, que foi demitido, mas ainda é lembrado até hoje graças a canção ("You're suck my blood like a leech / You break the law and you preach") ["Você suga meu sangue como uma sangessuga / Você quebra as leis que você mesmo prega"].



Todos os integrantes da banda fizeram canções para o álbum. John Deacon chegou tocando um piano Würlitzer e surpreendeu com a arrepiante You're My Best Friend, dedicada a sua esposa Veronica Tetzlaff. Roger Taylor apresentou a confessional I'm Love With My Car, como o próprio título já adianta, conta uma história de amor entre Taylor e seu carro.

Brian May colaborou com três composições: Prophet's Song, Sweet Lady e 39, que conta a história de um astronauta que sai em uma nave espacial a procura de novas terras. Ele ainda fez o arranjo para God Save The Queen, o hino da Inglaterra que, desde então, encerra absolutamente todos os shows do Queen.

Por fim, Freddie Mercury, além de compor uma das canções mais absurdamente legais e interessantes da música (Bohemian Rhapsody), que é considerado o clássico dos clássicos do Queen, também contribui com uma das mais belas baladas da história do Rock: Love Of  My Life, que conta ainda com acompanhamento de harpa tocada por Brian May. Ele ainda contribui com Lazy In A Sunday Afternoon e Seaside Rendezvouz. "Precisávamos de uma grande virada. Então apostamos tudo no álbum e talvez isso tenha sido uma das razões para lançar uma gravação tão ousada como single", disse Roger Taylor a respeito da música Bohemian Rhapsody, no documentário Classic Albums, dedicado à A Night At The Opera.

Bohemian Rhapsody é um épico com 6 minutos de duração e que demorou 70 horas (isso mesmo) para ser gravada. A canção foi considerada a melhor música de Rock de todos os tempos em uma recente enquete feita pela BBC de Londres e também ficou em primeiro lugar na parada de singles do Reino Unido por nove semanas.

Discaço do começo ao fim.

Experimente:


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Boston

O Aumenta Que Isso Aí É Rock N' Roll vai falar hoje sobre AOR (Adult Oriented Rock ou Arena Oriented Rock) ou Rock de Arena, capitanedo por bandas com EUROPE, SURVIVOR, TOTO, JOURNEY, FOREIGNER e pela que banda que vamos comentar aqui, a BOSTON, considerada por muitos os pais do AOR.

BOSTON é uma banda estadunidense de hard rock que atingiu sucesso notável nas décadas de 1970 e 1980. A banda é mais conhecida pelos singles "More Than a Feeling," "Peace of Mind," "Foreplay/Long Time," "Don't Look Back," "Feelin' Satisfied," "Smokin'", "Amanda" e "I need your love".

O líder e responsável pelo Boston, Tom Scholz, gravou uma demotape que foi enviada a Epic records que não só gostou, como financiou e produziu a gravação daquelas canções. Tom juntou um grupo de amigos que continha: Barry Gordreau (guitarra), Brad Delp (vocals),Fran Sheehan (Baixo) e Sib Hashian (Baterista), este último poderia se passar perfeitamente por um integrante do Jackson Five, graças ao seu visual Black Power.

Apesar de ser uma banda da década de 70, o Boston tem uma curta discografia. São poucos, mas conceituados albuns.

O álbum de estréia levou apenas o nome da banda, e foi um sucesso tanto de crítica quanto de vendas. Em algumas semanas o álbum já havia atingindo a marca de 16 milhões de cópias vendidas só nos EUA. Tudo isso devido ao estrondo que “More Than a Feeling “causou. A canção é até hoje requisitada como o maior clássico do chamado Rock Arena. O álbum permaneceu por mais dois anos na parada de sucessos americana. O Boston brigava de igual para igual com nomes fortes da época, como Bee Gees e Alice Cooper.

É um grande disco, indispensável em qualquer prateleira que se preze. Sonzeira do início ao fim.

Experimente:


terça-feira, 10 de julho de 2012

Dio: Há setenta anos, nascia uma lenda!

Nascido em Portsmouth, em 10 de julho de 1942, Ronald James Padavona, ainda na adolescência adotou o sobrenome "Dio" em tributo ao mafioso italiano, Johnny Dio. Foi na minha opinião o maior vocalista de Metal de todos os tempos. No colégio, formou com amigos a banda de rockabilly Vegas Kings, que teve várias mudanças no nome (entre eles Ronnie and the Rumbles, Ronnie and the Redcaps, Ronnie Dio and the Prophets e The Eletric Elves) e finalmente tornou-se conhecida como ELF (pra quem nunca ouviu vale pena destacar a faixa ''I'm Coming Back for You'' de 1972).

Após uma trajetória incrível ao lado de Ritchie Blackmore no Rainbow onde gravou quatro álbuns, aceita o convite de Tony Iommi para ocupar o posto de novo vocalista no Black Sabbath, lançando em 1980 uma das obras-primas do Heavy Metal ''Heaven & Hell''. Dio permaneceu no Sabbath até 83. No mesmo ano, lança o primeiro álbum de sua carreira solo, "Holy Diver", que deixou clássicos como a faixa-título, "Stand Up and Shout", "DonTalk to Strangers" e "Rainbow in the Dark". Em 1984 sai "The Last in Line", com esse trabalho a banda sai em uma enorme turnê mundial. Entre os clássicos da carreira estão: ''Sacred Heart - 1985'', ''Dream Evil - 1987'', ''Evil Or Divine - 2004'' entre tantos outros.


Dio também foi citado no documentário "Metal - a headbangers journey" como o criador do Maloik, o "chifrinho" feito com as mãos, imitado por fãs (e nem tão fãs assim) do Rock no mundo inteiro. Segundo ele, o símbolo era usado por sua avó italiana, para afastar (ou atrair) o "mau olhado".

Em abril de 2009 é lançado "The Devil You Know", com uma formação implacavél e sob o nome de Heaven & Hell. A "nova" banda faz uma turnê mundial, que infelizmente seria a última. Em 25 de novembro de 2009, Wendy, sua esposa e empresária, anunciou que ele havia sido diagnosticado com câncer no estômago. Em 4 de maio de 2010, o Heaven and Hell anunciou que eles estavam cancelando todas as apresentações que ocorreriam por conta da condição de saúde de Ronnie.

Dio morreu às 7:45 da manhã de 16 de maio de 2010. Mas como disse Wendy, ''Ronnie sabia o quanto ele era amado por todos, tenham certeza que ele amava vocês todos e sua música viverá para sempre.'' R.I.P. Mestre Dio!

Long Live Rock N' Roll! \m/ 

fonte: Whiplash

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Another Perfect Day - 1983 (Quase 30 anos)


Com a saída do guitarrista original, Fast Eddie Clarke, Lemmy e Philthy Animal Taylor viram-se obrigados a rapidamente encontrar um substituto à altura, para “não deixar a bola cair”. A escolha recaiu sobre um nome conhecido do cenário britânico, embora muitos a tenham estranhado pela diferença de estilos: era o escocês Brian Robertson, um dos guitarristas do Thin Lizzy.

Fast Eddie Clarke saiu da banda para formar com o baixista Pete Way, então egresso do UFO, o novo grupo Fastway. Em paralelo, nascia um novo Motorhead, mais melódico e, por que não dizer, mais comercial. Ou pelo menos mais aceito por fãs de música de fora do seu gueto tradicional. Isso se mostrou uma idéia ousada e brilhante tanto do ponto de vista musical quanto mercadológico, como os anos seguintes mostrariam.
Musicalmente o que ocorreu foi de fato uma transformação grande, mas que evitou por outro lado que o grupo entrasse pelo caminho da mesmice, que era o que se desenhava à sua frente. Robertson acrescentou grandes doses de melodia e harmonia ao grupo, que passou a soar como uma versão mais sofisticada de si mesmo. O peso e a energia visceral ainda estão lá, porém agora com uma riqueza nunca antes vista. Este é certamente um disco polêmico, que dividiu os que preferiam a maior crueza dos trabalhos anteriores, e os que gostaram das mudanças (que foi o meu caso).



Logo aos primeiros acordes de “Back At The Funny Farm”, mesmo um desavisado notaria que algo de esquisito havia ocorrido. Em paralelo ao tradicional baixo destorcido tocado com palheta, de Lemmy, estava uma guitarra mais preocupada em preencher espaços do que em brigar por eles. Brian Robertson não somente acrescentou um toque de classe ao grupo, como adequou o seu estilo de forma convincente ao Motorhead. A segunda faixa, a ótima “Shine”, virou single e videoclipe que passou bastante nos primeiros programas do gênero a pintarem por aqui (antes mesmo da chegada da MTV ao Brasil). É possível notar-se mudanças também no estilo de tocar bateria de Clarke, que passou a utilizar-se de sutilezas, digamos assim, antes desnecessárias. Ventos refrescantes de uma nova era, e algo que persistiria e de certa forma até se desenvolveria nos próximos álbuns.

É interessante perceber como novos estilos de composição abriram-se ao grupo, como fica claro em músicas como “One Track Mind” e a faixa-título (esta no início poderia ser até confundida com uma música do  Whitesnake ou similar!), que contavam ainda com inspirados solos de guitarra. Para quem acha que Lemmy poderia estar meio deslocado nesse novo cenário, isso não foi de forma alguma verdade, e na realidade representou exatamente o que ele estava buscando naquele momento, ou seja, aproveitar a saída de um membro-chave para fazer as necessárias alterações de rumo, e progredir.

Dignas de destaque são também as músicas “Dancing On Your Grave”, que Lemmy costumava dedicar em shows aos críticos de revistas que picharam o disco por achá-lo descaracterizado em relação ao estilo anterior da banda; “Rock It” e “I Got Mine”, ambas com criativas partes de guitarra e melodias cativantes, trafegando por mares nunca antes navegados pela banda.

Uma pena que esta formação tenha gerado apenas este disco. Mesmo assim, ele se transformou em mais um álbum indispensável a qualquer discoteca de peso.