sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Esse tal "Rock In Rio"

Está acontecendo entre os finais de semana dos dias 23/24/25/30 de setembro e 01/02 de outubro o tão aguardado ROCK IN RIO. Uma grande polêmica está se alastrando devido a ume deTTerminada artista que julga ser superior aqui em nossa terrinha. Recebi pelo facebook uma manifestação aberta a qual quero compartilhar com todos os seguidores do blog. Se você acha que as "sábias palavras (??????)" da sra. Claudia Leitte foram de extremo mau gosto e de cunho ofensivo a todos nós e, se você também possui facebook ou twitter, divulgue esse manifesto. Essa sra. não pode chegar e humilhar todos do jeito que ela fez. Nunca, em qualquer situação, ela deveria ter feito esse comentário. Mostrou que sim, quem gosta de AXÉ (e todos os seus sub-gêneros) é que são desprovidos de uma "inteligência" que ela tanto prega. Segue:


Carta aberta a Cláudia Leitte
Posted: 28 de setembro de 2011 | Por Felipe Voigt |

Cara Cláudia,

Tive o desprazer de ler sua postagem sobre as criticas recebidas por seu show no Rock in Rio. E confesso que me assustei com o que li. A forma como a senhora tratou os que a criticaram em nada difere da postura deles. Foi arrogante, se colocou como falsa-humilde que esconde a pseudo superioridade.

Dizer que quem a criticou por sua duvidosa apresentação é gente desocupada é um tanto quanto controversa. Afinal, a senhora mesmo os criticou em seu blog. Talvez também não tenha o que fazer, então...

A senhora não foi respeitada porque não respeitou primeiro. Teve a mesma soberba de outro artista que levou uma chuva de garrafas na edição passada. Chegou querendo impor e se impor, esquecendo-se de que não estava em um terreno “seu”. É fácil ser estrela em uma micareta, mas deve ser foda saber que não era a artista principal da noite no festival em que tocou, não?

Nem todos são tão radicais como a senhora se colocou em seu blog. Em 2001, estive no Rock in Rio III para assistir ao show do Neil Young. Antes, entre outras bandas, assisti a apresentação de Elba Ramalho e Zé Ramalho, notoriamente não-roqueiros. E, sem surpresa alguma, um público de quase 130 mil pessoas aplaudiu, dançou, cantou e respeitou o trabalho de ambos. Tocaram forró, frevo e tudo mais... E por que o público teve esse prazer e respeito? Porque ambos são artistas que, fora dos palcos, possuem carisma, humildade, competência e talento para saber lidar com as diferenças. E respeitaram o público que estava diante deles.

Pois bem: pode-se dizer, aparentemente, que sou um roqueiro ofendido com a forma como tratou aqueles que gostam de rock e não gostam de axé. Ok, assumo meus preconceitos em relação a esse tipo de música. Mas não sou xiita como a senhora se colocou em relação aos roqueiros. Ano passado estive em um show da Ivete Sangalo em minha cidade. Nunca, em sã consciência, iria a um show desse. Mas fui por razões profissionais. E gostei do que vi, mesmo não gostando do ritmo.

E por que gostei? Por causa da forma como a cantora tratou seu público e, principalmente, a maneira como se portou fora dos palcos, respeitando, sim, as diferenças. Nunca vi ninguém conquistar minha simpatia da maneira como dona Ivete conquistou aquele dia. Continuo não gostando de sua música e de seu estilo musical, mas passei a respeitar muito a artista.

Por falar nela, a referida postagem em seu blog apenas levantou a bola na área para que Ivete fizesse um gol de placa e te mostrasse como conquistar outros roqueiros em um festival que leva o nome de “rock”. Mas isso deve doer mais do que qualquer outra critica que nós, reles mortais, possamos desferir em sua leittosa direção.

E só uma dica: não use mais o nazismo como forma de reforçar uma idéia. Isso demonstra falta de argumentos e preguiça mental, pois sabe que todo mundo sempre rechaçará qualquer atitude parecida com a do “ariano”. Lembre-se que o próprio arrastava milhares de pessoas por onde passava, falava com eles de cima de um palco e dizia que quem estava contra ele era ignorante e, provavelmente, não tinha o que fazer na sua doentia concepção. Nesse caso, sua postura não difere muito da do ariano, não... Ele generalizou os judeus, você generalizou os roqueiros. Ambos diante de uma multidão de fãs.

No auge de sua soberba, a senhora chega inclusive a tratar roqueiros como seres desprovidos de inteligência mesmo que remota, já que pede para entrarem no Google e pesquisar sobre o “ariano que se achava superior aos judeus”. Aposto que se fizer uma enquete entre seus fãs, muitos sequer saberão escrever Hitler... quiçá saberão quem foi! Mas o que esperar de alguém que compra um DVD da senhora, não?

Dizer que um roqueiro se acha superior por conhecer Metallica ou Coltrane é o mesmo que se sentir gostosa por fazer um clipe com ex-Menudo recém saído do armário. Quem esfrega o que na cara de quem?

Mas é sempre assim, não? Quem critica o faz por inveja, queria estar no seu lugar, em cima daquele palco, não é? Claro: o mundo inveja Cláudia Leitte... que humildade, que modéstia, que exemplo!

O pior é vê-la criticando os artistas internacionais por atraso, por mostrarem a bunda, por não conseguirem “conciliar a respiração com o canto” – clara alusão à Kate Perry, que NÃO foi vaiada no mesmo dia em que a senhora se apresentou, mesmo ofegante.
Os critica por que? Posso usar sua mesma forma de pensar e achar que está com inveja deles? Olha, acho que posso... Releia sua frase:
“pouco se importam conosco, querem beijar na boca, ir à praia e tomar nossa cachaça, e nós, que pagamos caro para assistir aos seus ‘espetáculos’ em nossa terra, aplaudimos a tudo isso”.

Falou a senhora conhecida por uma música cujo refrão é “eu quero mais é beijar na boca”!

Sinto um enorme ressentimento vindo dessa frase... Porque os que pagaram caro para ver o show dos internacionais também pagaram caro para ver o seu show – e seus outros shows não devem ser baratos, também. Mas eles cobraram mais cachê, não é? Acho que isso que deve doer...

Talvez um dia a senhora consiga alugar um “garden” qualquer pra alavancar sua carreira internacional e, quem sabe, gravar um single com algum desses mesmos artistas que criticou. DUVIDO que vá falar: “não aceito porque você foi ao Brasil, atrasou o show, beijou na boca e bebeu cachaça!”.

Assim como você disse ter gente honesta trabalhando com você, eles também possuem gente honesta trabalhando com eles. Mas a senhora também não respeitou isso...

Enfim: perdeu uma ótima chance de ficar quieta.

PS: se tem mesmo todo esse respeito por Rita Lee, nunca mais faça um show em um rodeio, ok? Não importa o quanto paguem, o respeito que tem por ela não deve ter preço, certo?

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Echoes!

Aproveitando que hoje, 15/09/2011 fazem 03 anos que o grande e imortal Richard Wright, tecladista, compositor e uma das almas do Pink Floyd faleceu, vou postar aqui um dos (senão O) melhores discos da Pink Floyd.

O começo dos anos 70 ainda estavam borbulhando de tanta psicodelia e de tanta novidade e muitas, mas muitas bandas mesmo, surgiram no decorrer deste caminho. Algumas ficaram perdidas no tempo, outras nem chegamos a conhecer, ou melhor, estamos conhecendo agora pela internet, e muitas estão vivas até hoje. E, dentre estas, poucas são imortalizadas pelos amantes da boa música. Uma delas é a Pink Floyd, banda cult de 10 entre 10 amantes do Rock.



Embora existam no álbum variadas melodias, “Meddle” é considerado um álbum mais coeso do que o seu antecessor Atom Heart Mother (1970). As duas primeiras músicas seguem uma à outra através de um efeito sonoro de vento, um estilo que voltaria em álbuns posteriores Dark Side of the Moon, de 1973, e Wish You Where Here, de 1975. Teve um sucesso comercial bastante bom, chegando ao 3º lugar de vendas no Reino Unido atingido a dupla platina nos Estados Unidos em 1994. No final da música 3 do álbum, "Fearless", ouvimos a torcida do Liverpool cantando "You´ll never walk alone", que mais tarde seria adotada como hino do clube inglês. A última música do álbum, "Echoes", tem a uma sincronia temática com a parte final do filme de Stanley Kubrick de 1968 chamado 2001: Uma odisséia no espaço.

Segundo David Gilmour, "Meddle está entre os meus favoritos. Para mim foi o princípio da caminhada do Pink Floyd". Eu assino embaixo, pois a partir deste disco, ficou mais nítida a sonoridade do Floyd.

In Memoriam de Rick Wright, segue ai abaixo:


Experimente:

video

sábado, 20 de agosto de 2011

Only!

Um dos expoentes da vertente do rock chamado TRASH METAL e é, junto com METALLICA, SLAYER e MEGADETH a banda que melhor expressa o gênero. Estou falando da ANTHRAX. Surgida em 1981 em Nova York por Scott Ian e Dan Lilker.O nome da banda foi inspirado numa bactéria que leva o mesmo nome e que os integrantes encontraram em um livro de biologia (?).

Sounds of The White Noise (1993) é o sexto álbum da carreira dos metaleiros e marca a entrada do vocalista John Bush, ex-Armored Saint na banda. E particularmente é o disco que eu mais gosto, justamente por que foi o primeiro da banda que eu achei perdido numa prateleira de uma extinta loja de discos em minha cidade.


O "sons do ruído branco" ou a chiadeira que faz a tv quando fica fora do ar, marca uma certa mudança no ritmo da banda, não perdendo o peso original, mas sim um pouco da velocidade original. É um disco indispensável pra quem gosta de ouvir música de qualidade. E, como eu gosto de rock, eu gosto deste disco do Anthrax.

Eu me arrisco a dizer que este disco foi altamente influênciado por Black Sabbath e que o timbre vocal de John Bush é idêntico ao de Tony Martin (The Eternal Idol, Headless Cross, TYR, Cross Purposes e Forbidden). Basta ouvir pra sacar. E a banda é altamente influênciada pelo Sabbath. A sonoridade de guitarras é muito parecida. Só que com o peso característico da Anthrax.

Bem, se você quer sair um pouco do seu convecional e curtir uma música um pouco mais pesada, vá até o link experimente e fique a vontade.

Experimente:


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Evil!

Howlin' Wolf foi provavelmente o mais vigoroso intérprete na história do blues moderno. Um homem ameaçador, com seus mais de 1,80m de altura e quase 150 Kg de peso, Wolf dava novo significado ao blues toda vez que se apresentava, com suas bravatas e comicidade, e sua absoluta intensidade física. Chester Athur Burnett devia o nome ao último presidente americano do século XIX. Foi apelidado, ainda criança, de ‘Lobo Uivador’, talvez por seu comportamento endiabrado. Ele teve contato com o blues muito cedo, suas influências incluem Charlie Patton com quem aprendeu a tocar guitarra e a gaita com Rice Miller (Sonny Boy Williamson II), que era seu cunhado. Nascido em 1910, em West Point, Mississippi, Wolf passou os primeiros 40 anos de sua vida conciliando a vida de bluesman com a de agricultor. Durante os anos de 1920 e 1930, ele trabalhava na fazenda de seu pai e cantava nos finais de semana, freqüentemente tocando violão e gaita. Depois de servir ao Exército durante a Segunda Grande Guerra, ele se mudou em 1948 para West Memphis, Arkansas, um centro musical do sul dos Estados Unidos. Conseguiu patrocínio para um programa na estação de rádio local, KWEM, e em sua banda chegaram a tocar os gaitistas James Cotton e Junior Parker e os guitarristas, Willie Johnson, Pat Hare e Matt ‘Guitar’ Murphy.

howlin' wolfRecomendado por Ike Turner, Howlin’ Wolf gravou pela primeira vez em 1951, com o produtor Sam Phillips, que mais tarde foi o descobridor de Elvis Presley. Em 1953 Wolf se mudou para Chicago, assinando exclusivamente com a ‘Chess Records’, lendário selo de Chicago de Leonard Chess, onde sua carreira decolou. Suas músicas deste período se alternam entre o som moderno e suas raízes delta. Em Chicago passou o resto de sua vida, crescendo em popularidade até ser considerado um dos maiores do blues. Também foi em Chicago que encontrou seu maior concorrente, Muddy Waters. Devido às músicas de Willie Dixon aconteceu uma disputa pelo cetro do blues entre Wolf e Muddy, permanecendo entre eles durante os anos de 1960 e 1970. Alguns historiadores sugerem que a competição que houve entre eles, levou a ambos a atingirem grande nível artístico no mundo do blues.

De Willie Dixon, Wolf gravou clássicos como: ‘Spoonful’, ‘Little Red Rooster’, ‘Evil’, ‘Back Door Man’ e ‘I Ain'tSuperstitious’. Embora não fosse considerado um grande compositor de blues, Wolf escreveu os grandes sucessos: ‘Moanin' at Midnight’, ‘Smokestack Lightning’ e ‘Killing Floor’ entre outros. Todas essas músicas estão no excelente ‘The Chess Box’, que é um bom levantamento das músicas de Wolf ao longo de sua carreira. Grupos como ‘The Animals’, ‘The Jeff Beck Group’, ‘The Yardbirds’, ‘Led Zeppelin’ e ‘The Rolling Stones’ gravaram suas músicas. Em 1964, casou-se com sua namorada Lillie Hanley. Em 1964, ele apareceu na televisão americana, em cadeia nacional, com os ‘Rolling Stones’.

Howlin' WolfEm 1968, a ‘Chess Records’ fez uma tentativa de modernizar a música de Howlin' Wolf e Muddy Waters, convencendo-os a gravarem com arranjos psicodélicos, inspirados em Jimi Hendrix, o que resultou nos álbuns ‘Electric Mud’ e ‘The Howlin' Wolf Álbum’ respectivamente. Howlin' Wolf reprovou a experiência, sendo a sua insatisfação retratada pelos irmãos Chess na capa do álbum. Mesmo assim, durante o resto desta década ele estreitou laços com o rock, gravando outro álbum, o ‘The London Howlin' Wolf Sessions’, em 1969 no ‘Olympic Sound Studios’. Junto com seu fiel guitarrista, Hubert Sumlin, Wolf liderou, durante esse período uma banda formada na maior parte do tempo por Eric Clapton, Steve Winwood, Bill Wyman e Charlie Watts. Houve participações eventuais, como as de Ian Stewart, Ringo Star, Lafayette Leake e Klaus Voormann. A capa do disco mostra o próprio Wolf, Clapton e Watts sentados na ‘Piccadilly Circus’, cartão-postal londrino.

No final da década, a saúde Wolf começou a falhar e ele sofreu vários ataques cardíacos. Um acidente de carro em Toronto em 1970 danificou severamente os seus rins, mas Wolf continuava a se apresentar apesar da diálise que era feita a cada três dias. Mesmo com os problemas de saúde, ele chegou a fazer um segundo disco na Inglaterra, ao lado de Muddy Waters. O álbum ‘Back Door Wolf’ gravado em 1973, foi o último do bluesman. Na música ‘Coon on the Moon’ Wolf faz uma predição do futuro: ‘you gonna wake up one morning, and a coon’s gonna be the President’ (você irá acordar em uma manhã, e um negro será o presidente). ‘Coon’ é um insulto dirigido aos negros. Sua última apresentação foi em Chicago, com B.B. King, em novembro de 1975. Chester Howlin’ Wolf Burnett faleceu dois meses depois, em Illinois, de insuficiência cardíaca durante uma cirurgia. Em 1991, Wolf foi incluído postumamente no ‘Rock and Roll Hall of Fame’.

O Cactus foi uma banda re rock americana formada em 1969 pelos ex-componentes do Vanilla Fudge, o baixista Tim Bogert, o baterista Carmine Appice, os guitarristas do Detroit Wheels, Mitch Ryder, Jim McCarty e Rusty Day, e o vocalista do Amboy Dukes, Ted Nugent.



“Cactus” de 1970 foi o primeiro álbum do grupo, um disco com um intenso hard rock, blues e boggie que incluía covers como “Parchman Farm”, “You can’t judge a book by the cover” e fantásticas composições como “Bro. Bill”, “Let me swim” e “My lady from South of Detroit” com uma vibrante execução vocal e um instrumental que traduzia arranjos incríveis.

Logo após lançaram “One way…or another” de 1971, excelente Lp que contou com a participação de Eddie Kramer como engenheiro de som, que mantendo todo o seu hard e blues rock, conseguiu a repercursão para estabilizar o grupo, que para a gravação de “Restrictions” de 1971 convidou o tecladista Duane Hitchings.



Depois deste disco, Rusty Day e Jim McCarty saíram do grupo, sendo sustituídos pelo vocal de Peter French e a guitarra de Werner Fritzschings.

A nova formação lançou “’Ot ‘N’ Sweaty” de 1972, disco com canções ao vivo e de estúdio, sendo este o último trabalho do grupo antes de sua ruptura, definindo sua discografia como uma significante e poderaosa instrumentação do rock & roll.



Posteriormente Bogert e Appice formaram um terceto com Jeff Beck, denominado Beck, Bogert & Appice.


Ps.: Ouçam a música EVIL, presente nos dois discos. E nos links "experimente" baixe os dois discos.

Experimente Howlin' Wolf

Experimente Cactus



terça-feira, 26 de julho de 2011

Turn It On Again!

Em 1967, três amigos que estudavam na Charterhouse School em Londres, resolveram que iriam montar uma banda. Peter Gabriel, Mike Rutherford e Tony Banks deram a ela o nome de GENESIS, uma das bandas de rock progressivo mais expressivas do segmento.

Eles figuram entre os 30 maiores artistas de todos os tempos. Já venderam mais de 150 milhões de álbuns em todo o mundo. São autores de músicas conceituais que chegavam a ter 23 minutos (Supper's Ready, do álbum Foxtrot de 1972). Foi uma das precursoras do rock teatral. E até hoje, desperta interesse nas pessoas.


Vários músicos de gabarito passaram pela GENESIS (STEVE HACKETT, BILL BUFFORD, PETER GABRIEL) sem contar que um dos maiores instrumentistas de todos os tempos está a frente da banda até o presente momento: PHILL COLLINS.

Mas, como todo mundo sabe, no final dos anos 70 o rock progressivo deixou de ser um atrativo para um sem número de pessoas, pois surgem dois gêneros distintos: O Punk Rock e a Disco Music. Já em 1980, sem Peter Gabriel, Phill Collins assume os vocais e, com a saída de Steve Hackett, a banda resolve apostar num formato diferente, com músicas mais curtas e mais voltadas para o pop. Surge então DUKE, sucesso em todo mundo, apesar de alguns fãs mais ardorosos estarem "se mordendo" para este disco.

A partir daí, a Genesis continuou seu caminho de sucesso. Porém, com a chegada deste, Phill Collins se distanciava aos poucos da banda, ao manter paralelamente uma enorme carreira solo como produtor, ator e como músico, tocando com Eric Clapton e Robert Plant.

Se você quer entender um pouco mais sobre essa "reviravolta" na carreira da Genesis, clique no link experimente e baixe o disco.

Experimente:

terça-feira, 19 de julho de 2011

Seeds of Love

Não é de hoje que todos sabem que meu gosto musical passa muito pelos anos 80. Particularmente acho que muitas bandas boas surgiram nessa década, considerada por alguns a década perdida. Os anos 80 são influência até hoje para um sem número de bandas, é inevitável. Muitos programas de tv são transmitidos com sucesso até hoje. Sem contar na influência da moda que, vai e vem, tá por ai, brinquedos, entre tantas outras coisas.

Voltemos ao que interessa. A TEARS FOR FEARS foi fundada em 1983 por Roland Orzabal (voz e guitarra) e Curth Smith (baixo e vocal), onde lançaram seu primeiro disco baseado na obra do psicanalista ARTHUR JANOV, que basicamente era baseado na teoria do GRIPO PRIMAL (?), dando origem também ao nome do grupo. O grupo se destacou pela versatilidade de temas usados em suas canções, pelo detalhismo e pela vigorosa utilização do sintetizador. Venderam mais de vinte milhões de discos e obtiveram vários discos de ouro e de platina.


Entre outros discos, lançam em 1989 THE SEEDS OF LOVE, o disco de maior expressão da banda, que os leva a uma mega-turnê mundial, lançando inclusive um show em vhs e logo mais em dvd. O disco teve um custo de 250.000 mil libras esterlinas e teve, entre outros, os sucessos SOWING THE SEEDS OF LOVE, WOMAN IN CHAINS, que conta com a participação de PHILL COLLINS na bateria e OLETA ADAMS no teclado e também ADVICE FOR THE YOUNG AT HEART. A música Woman In Chains faz uma crítica à violência contra a mulher, contando a história de um homem apaixonado que sofre ao ver que a mulher que ama é vítima da agressividade de seu parceiro. Chegou a fazer parte do filme ENCAIXOTANDO HELENA.

O disco alcançou o número 1 em vários lugares e até hoje é considerado (inclusive por mim) o melhor disco da TEARS FOR FEARS.

No link Experimente, você pode baixar e curtir.

Experimente:

E neste link, você vai direto pra o clip no youtube

domingo, 1 de maio de 2011

One Hot Minute

Quem acompanha o blog sabe que o que tento trazer são coisas que não tiveram uma grande repercurssão, aqueles discos que pouca gente gosta. E agora quero falar sobre um dos, senão o melhor disco dos Red Hot Chilli Peppers. Segue abaixo texto retirado na íntegra do Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/One_Hot_Minute):




"One Hot Minute é o sexto álbum de estúdio da banda Red Hot Chili Peppers, lançado em 12 de Setembro de 1995, pela gravadora Warner Bros.

O sucesso mundial do álbum anterior da banda, Blood Sugar Sex Magik, fez com que o guitarrista John Frusciante se sentisse desconfortável com o status alcançado, abandonando a banda na turnê mundial de 1992.


Este é o único álbum que contou com a participação de Dave Navarro (rocks!), ex-guitarrista da Jane's Addiction na época. Sua presença alterou consideravelmente o som do Red Hot Chili Peppers. One Hot Minute contém menos temas sexuais que as gravações anteriores, e explora assuntos sombrios como uso de drogas, depressão, angústia e luto. O álbum também faz uso de riffs de heavy metal. O vocalista Anthony Kiedis, que havia retomado seu vício em cocaína e heroína em 1994 após permanecer sóbrio por mais de cinco anos, abordou em suas letras vários temas reflexivos sobre as drogas e seus efeitos devastadores.


One Hot Minute foi um fracasso comercial, embora tenha produzido três singles e alcançado o quarto lugar na parada da Billboard. Ele vendeu menos da metade que Blood Sugar Sex Magik e recebeu bem menos atenção da crítica. Dave Navarro acabou por ser demitido da banda devido a diferenças criativas em 1997."


Quer dizer, os caras lançam um puta dum disco e o reconhecimento vem somente alguns anos depois. Realmente os problemas com as drogas, o estilo hendrixiano de Dave Navarro de compor e de tocar bem como problemas pessoais levaram a este disco mais sombrio. Porém, se você é como eu acha que este é um dos últimos discos que a Red Hot lançou no tempo que ainda eram bons (não que hoje não sejam, mas atualmente é meio repetitivo) não pode deixar de baixar este disco (Experimente) e ouvir na íntegra em seu headphone. Warped, Aeroplane e My Friends foram as músicas muito executadas e que mereceram os singles. Não deixe de ouvir Coffee Shop.


Aproveite.


Experimente:


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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Wasting Light.

O cara era baterista da melhor banda e uma das mais originais que surgiram na década de 90, a Nirvana. Depois ele só montou uma das bandas mais importantes da atualidade, a FOO FIGHTERS. Estou falando do figura Dave Ghrol.

O cara é um músico excepcional. Além de tocar batera de uma forma muito criativa, é compositor e toca guitarra. O cara é multifuncional. Gravou um disco com a Queens of the Stone Age, montou um super grupo chamado Them Crooked Vultures que, além dele e do próprio Josh Hommes da QOTSA, tem o mestre do baixo JOHN PAUL JONES que era nada mais nada menos que o baixista da LED ZEPPELIN.

Entre tantos projetos, ele encontra tempo pra lançar um (senão O) melhor álbum da FOO FIGHTERS, intitulado WASTING LIGHTS.


Em uma recente entrevista, ele foi perguntado sobre o que tinha ouvido atualmente e quais foram as influências ao compor Wasting Lights. Sabe qual foi a resposta? BEE GEES e ABBA (principalmente).

Isso mesmo. Ele disse que as linhas de vocais e os refrões destas duas bandas foram o que mais o inspiraram a compor este disco. E, se você conhece um pouco de música ou tem um ouvido um pouco mais apurado, vai notar todas estas influências neste disco. Por falar no disco, vale a pena ressaltar que ele foi gravado inteiro de forma analógica, ou seja, em rolo de fita, como eram feitos os discos da década de 70 e por aí. E, se você é fãzáço da banda, ao adquirir o disco original, ainda ganha de brinde um pedacinho de um dos rolos das fitas, pra guardar como recordação. Isso é que é jogada de marketing.

O disco ainda conta com a produção de Butch Vig, que foi o cara que produziu Nevermind da Nirvana. Por falar em Nirvana, a faixa número 11, I Should Have Know, tem a participação de Krist Novoselic, ex-baixista da Nirvana. E conta ainda com Pat Smear, que era guitarrista de apoio da Nirvana e também foi o primeiro guitarrista da Foo Fighters. Ele volta agora como membro oficial.

Arrisco a dizer que já o melhor disco do ano. Posso estar enganado mas acho que não. Se você é fã de carteirinha de um bom disco de "roquenrou", vale a pena baixar no link Experimente. Também vou deixar o link pra o show que 50 minutos que eles fizeram no estúdio 606 que, por um acaso, é deles mesmo, onde tocam o disco na íntegra. E também o video pra música ROPE, que é o primeiro single da banda.

É isso, aproveite.

Link pro YouTube: Aqui

Experimente:


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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Rock N' Roll. Quem não curte, sai de banda.

Sempre falei aqui no blog que minha intenção é garimpar aqueles discos que ficam esquecidos e mostrar a quem acompanha o Aumenta que existe muita coisa boa perdida por aí. E quem disse que só os "importados" é que tem que passar pelo blog?


Pois bem. Vou falar de um cara que tem uma importância "tremenda" no rock brasileiro. E quase não levou os merecidos créditos pela sua obra. Estou falando do eterno parceiro do Rei, o Tremendão Erasmo Carlos.




É, ele mesmo. Pra quem não conhece, ele tem muita música bacana, ele é a alma viva do Rock Brasileiro, antes de Mutantes, antes de Raul Seixas. E ele tem uma fase muito bacana meio puxada para o Soul na década de 70.


O disco que ele lançou em 1970 chamado Carlos, Erasmo, normalmente figura nas listas dos discos mais importantes, ou aqueles que você tem que ouvir antes de morrer. Isso mesmo. Não dá pra ficar sem citar esse cara que influenciou uma legião de músicos e que ainda hoje faz shows por aí. E que inclusive é uma das atrações do Rock In Rio 2011.


Portanto, se você tem a cabeça aberta, não tem nenhum tipo de preconceito musical, fique a vontade para ouvir esta pérola do cancionário popular brasileiro. Rock On!


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segunda-feira, 28 de março de 2011

Snakepit's!!!!

Ele está de volta ao Brasil, desta vez com uma super banda que promete detonar. Estou falando dele. SLASH! A turnê passa em abril pelo país e ele fará 3 shows: São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Estarei lá para conferir. Rock On amigos!
















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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Take me for a little while!

O que acontece quando duas lendas vivas do Rock decidem unir-se assim, do nada, pra montar uma banda? Surge Coverdale-Page. Um dos discos mais legais dos anos 90. Lançado mais precisamente em 1993, o disco de estréia é uma mescla de Zeppelin com Whitesnake. Arrisco-me a dizer que se o Led tivesse seguido carreira, o som iria sair dessa maneira.

Basta ouvir Pride and Joy (não, não é aquela do Steve Ray Vaughan). É Led puro. Como eu disse, juntou o guitarrista da maior banda de rock dos anos 70 (Jimmy Page) com o maior e mais carismático vocalista dos anos 70/80/90 (David Coverdale). Coverdale sempre se deu bem por onde passou (Deep Purple, Whitesnake) e é um cara que todo mundo gosta, independente do trabalho que ele faça.


Esse disco é algo surpreendente. O timbre que Jimmy Page consegue tirar de sua Gibson é algo surreal. E a banda que acompanha os dois é muito boa. Destaque pra cozinha que teve a participação de bons músicos, entre eles Guy Pratt que fez parte da Pink Floyd. Ouve até um rumor de que, junto com John Paul Jones e Jason Bonham, eles fossem fazer uma turnê de reunião do Led Zeppelin.

Mas como todo rumor em torno da Zep é SÓ um rumor... Imagino como teria sido essa turnê. Até porque o timbre de vocal do Coverdale é muito parecido com o de Robert Plant. Mesmas melodias, mesmos agudos. Iria ter sido bem legal. Mas já que não teve turnê de reunião da Led, vamos curtir esse disco que vale muito a pena.


Coverdale Page by Luis Fernando Brod on Grooveshark

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Amazing Journey (listening to you I get the music)!

03 de maio de 1970. Esta foi a data em que uma gravadora perpetrou uma das maiores safadezas contra uma banda e seus fãs. Foi a data de lançamento do LP (alguém ainda lembra o que é isso?) “Live at Leeds”, que continha seis faixas onde a própria Banda avisava na contracapa da bolacha que o disco era estalado mesmo; que não se tratava de defeito das “agulhas” ou dos aparelhos de som dos consumidores; que era um projeto meio “pirata” por isso o layout da capa, a mixagem ruim, o som pior ainda. Enfim, o disco era uma joça! Alguns alucinados, sobretudo da imprensa, começaram uma história de que aquele era “o melhor álbum ao vivo da história do rock” até então. E você sabe como é, o público sempre vai atrás desses blá-blá-blás, afinal o que está no jornal é verdade absoluta, senão não estaria no jornal. De maneiras que “Live at Leeds” alcançou o status de clássico instantâneo.

E, quase que num transe auditivo, apareceriam dois narigudos: um, vestindo um macacão daqueles de frentista do manicômio, destruía cem guitarras por minuto na minha cabeça; o outro implodindo cada pedaço de razão que ainda pudesse restar num sub-desenvolvido crânio sul-americano com uma bateria que mais parecia uma máquina dos infernos. Ah, sim... tinha ainda um baixista que fazia com “seu instrumento” o que a gente poderia chamar de “justiça com as próprias mãos” e também um vocalista trajando uma camisa de braços cheios de franjinhas e que, quando não estava urrando no meus ouvidos, pensava que seu microfone era algum protótipo de helicóptero, como uma engrenagem bem azeitada, esse amálgama de feiúra, insanidade, suor, barulho, fúria e rock & roll jogava a pá de cal definitiva sobre os 60s, sepultando os Burt Bacharahs, Jose Felicianos e Sonny & Cher da vida pop e mandando a mainstream hippie e o tal de paz & amor pro diabo e para o LSD que lhes carregassem.


Eles se chamavam The Who, ou esse tal de rock & roll, como queira, e estavam ali em Leeds, cientes de que tinham uma responsabilidade (ou não) para com aquela audiência. Do You Think It's Allright, We're Not Gonna Take It e Welcome My Life Tatoo eram as porradas sonoras do então recém lançado Live At Leeds. Depois de “Live at Leeds”, nada foi mais o mesmo, nem as bandas, nem os discos ao vivo, nem as platéias do rock, nem eu. O fato é que “Live at Leeds” foi o show parâmetro que todas as grandes bandas da mesma época tentaram alcançar, mas que permaneceu inatingível até 1995, quando as gravadoras lançaram um novo disco do Who, chamado... “Live at Leeds”! Nesse ano, o The Who ganhou muito milhares de dólares com o relançamento melhorado (sem os estalos genuínos) e com músicas adicionais. Até aí tudo bem.

Só que em 2001, outra "puta falta de sacanagem". Live At Leeds Deluxe Edition. Essa foi a versão que eu adquiri, comprada diretamente dos EUA. E ali, naquele momento, aquele transe que muitas pessoas tiveram em 1970, eu tive 31 anos depois. Foi uma sensação indescritível. Só mesmo quem ouve o disco no volume máximo nos fones de ouvido (é, porque obrigatóriamente TEM que ser nos fones, pra sensação ser mais completa) sabe o que eu estou falando.

Sempre me falaram que TOMMY é o grande legado do The Who. Não tem como negar a importância de Tommy no cenário, por se tratar da primeira ópera-rock álbum conceitual e tudo o mais... Mas Live At Leeds com a sua versão deluxe conta, inclusive, com a versão quase completa de Tommy, salvo Cousin Kevin, Underture e Welcome. E fala por si próprio. Embarque você também nessa "Amazing Journey".
fonte: www.whiplash.net

Experimente:

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Party everyday...

Era uma banda que já tinha lançado dois discos. Kiss e Hotter Than Hell. Mas foi com o terceiro petardo que eles realmente começaram a virar a Kiss que conhecemos hoje em dia. Também foi com esse disco que eles saíram em turnê, a Dressed To Kill Tour 75 e, nesse mesmo ano eles lançaram um dos melhores discos ao vivo, o Alive I.

A Kiss é uma banda que sempre fez um rock bem básico, daqueles refrões que grudam na cabeça e custam pra sair. Particularmente, depois de Alive I, este é um dos melhores discos da época mascarada. Há um boato que circula até hoje que eles inspiraram a banda Secos e Molhados (ou seria vice-versa?).


Fica nítida que a produção do disco, que foi feito totalmente as pressas é meio amadora, mas é um disco muito bom, com bons riffs e com bons timbres. Nesse disco eles usaram coisas bem simples mesmo, pra tirar o melhor som do instrumento. Acho que é assim que fica legal uma banda. Sem muito nhém nhém nhém, sem o aditivo da tecnologia, tudo analógico mesmo.

Bem, com clássicos como C'mon and Love Me, She, Love Her All I Can e o hino Rock N' Roll All Nite, este disco é sem sombra de dúvidas uma peça indispensável na discografia de qualquer amante da boa música.

Quer se divertir? Experimente:

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Can't Get Enough (for your love....)

Formada em meados de 1973, a Bad Company é considerada um super grupo dentro do Hard Rock, pois quando começaram traziam em seu "cast" nada menos que Bozz Burrell, ex-baixista da banda King Crimson (falecido aos 60 anos em 2006), o guitarrista do Mott the Hoople Mick Ralphs, além de Simon Kirk e o virtuoso vocalista Paul Rodgers, estes dois oriundos da então Free (All Right Now). Isso só foi possível pois Paul Rodgers negou um convite tentador para substituir Ian Gillan no Deep Purple (aí você já pode imaginar como teria sido o Purple com ele...)

Empresariados por ninguém menos que Peter Grant (famoso empresário do Led Zeppelin) assinam um contrato com a gravadora Island, e logo no início de 1974 lançam seu primeiro disco, intitulado somente "Bad Company", que ocupa o primeiro lugar na parada Norte-Americana, lançando juntamente um single, "Can’t Get Enough", que atinge o quinto lugar, ao mesmo tempo em que fazem um turnê de sucesso pela terra de Tio Sam.


Tenho certeza de que "Can't Get Enough", "Ready for Love" e todas as outras faixas deste belíssimo disco, vão fazer a sua cabeça. Para admiradores de um bom disco de Rock, na linha de Whitesnake (qualquer semelhança é mera coincidência) a dica está logo abaixo. Na verdade, não tem muito o que ser dito, basta conferir mesmo e tirar as suas próprias conclusões.

Experimente:

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

2011...

Bem vindo 2011. E olá a você que acompanha o meio desastroso Aumenta Blog. 2011 mau começou e a promessa de muitos shows legais para esse ano. Já em abril temos 3 grandes nomes do Rock passando por aqui em Abril: Slash, U2 e Motorhead. Isso sem contar nos inúmeros festivais que vem por aí. Já tivemos Amy Winehouse (que me desculpem os fãs, foi uma MERDA). Vamos ter o Rock In Rio com um sem número de bandas muito boas, outras muito loucas. Há ainda a promessa de um SWU, onde querem trazer System of a Down e Aliche in Chains. E por aí vai.

Mas nesse comecinho de ano, quero desejar a todos muito roquenrou, espero tratar o blog esse ano com mais carinho e atenção, com muita coisa boa por aí.

Ah, vou deixar uma dica aí pra vocês. VIDA - BIOGRAFIA DE KEITH RICHARDS. Vale muuuuuito a pena.

See ya!